A polêmica gerada pelos fatos da Câmara motivou, evidentemente, debate no Ceará. Isto ocorreu, mais precisamente, no plenário da Assembleia Legislativa (Alece).
O deputado estadual De Assis Diniz (PT) criticou a votação. Ele se opôs, veementemente, ao projeto de dosimetria. Isto porque a proposta reduziu a pena de condenados pelos atos golpistas. Diniz criticou, também, as agressões contra Glauber Braga (Psol-RJ).
Crítica à Condução de Hugo Motta
De Assis Diniz sentenciou: “O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) mostra que o Congresso age, de fato, como inimigo do povo”.
Motta tomou, primeiramente, uma decisão arbitrária. Ele mandou retirar, à força, o deputado Glauber Braga. Isso ocorreu enquanto o deputado tentava exercer seu direito constitucional.
O presidente determinou, ainda, o corte do sinal da TV Câmara. Ele esvaziou, inclusive, o plenário. Esta atitude, portanto, atenta contra a democracia.
O deputado chamou a atenção para a falta de punição anterior. Em outras ocasiões, deputados bolsonaristas ocuparam a tribuna irregularmente. Eles tumultuaram sessões. Em nenhum desses casos, contudo, houve ordem de retirada.
Diniz prosseguiu: “A direta fascista, agora, quer comparar Glauber com condenados”. Estes incluem, por exemplo, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro (PL). Esses deputados, inegavelmente, cometeram atos mais graves.
Repúdio à Lei da Dosimetria
De Assis também bateu forte na aprovação da PL da dosimetria. Ele afirmou, categoricamente: “É absurdo reduzir penas aplicadas aos condenados”.
Nós estamos tratando, afinal, da responsabilização. Eles atentaram, diretamente, contra as instituições.
O deputado lembrou: “Mudaram o Código Penal. Isto, claramente, não é pouca coisa”.
Ele explicou que isto cria uma brecha. A brecha pode beneficiar crimes comuns. Estes crimes incluem, por exemplo, dano qualificado e incêndio criminoso.
Diniz concluiu, firmemente: “Nós não nos calaremos. Nós não aceitaremos, sob nenhuma hipótese, este retrocesso”.







