quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hugo Motta mostra que o Congresso Nacional age como inimigo do povo, afirma deputado 

Deputado estadual De Assis Diniz- Foto: Junior Pio/Alece.
Deputado estadual De Assis Diniz- Foto: Junior Pio/Alece.

A polêmica gerada pelos fatos da Câmara motivou, evidentemente, debate no Ceará. Isto ocorreu, mais precisamente, no plenário da Assembleia Legislativa (Alece).

O deputado estadual De Assis Diniz (PT) criticou a votação. Ele se opôs, veementemente, ao projeto de dosimetria. Isto porque a proposta reduziu a pena de condenados pelos atos golpistas. Diniz criticou, também, as agressões contra Glauber Braga (Psol-RJ).

Crítica à Condução de Hugo Motta

De Assis Diniz sentenciou: “O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) mostra que o Congresso age, de fato, como inimigo do povo”.

Motta tomou, primeiramente, uma decisão arbitrária. Ele mandou retirar, à força, o deputado Glauber Braga. Isso ocorreu enquanto o deputado tentava exercer seu direito constitucional.

O presidente determinou, ainda, o corte do sinal da TV Câmara. Ele esvaziou, inclusive, o plenário. Esta atitude, portanto, atenta contra a democracia.

O deputado chamou a atenção para a falta de punição anterior. Em outras ocasiões, deputados bolsonaristas ocuparam a tribuna irregularmente. Eles tumultuaram sessões. Em nenhum desses casos, contudo, houve ordem de retirada.

Diniz prosseguiu: “A direta fascista, agora, quer comparar Glauber com condenados”. Estes incluem, por exemplo, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro (PL). Esses deputados, inegavelmente, cometeram atos mais graves.

Repúdio à Lei da Dosimetria

De Assis também bateu forte na aprovação da PL da dosimetria. Ele afirmou, categoricamente: “É absurdo reduzir penas aplicadas aos condenados”.

Nós estamos tratando, afinal, da responsabilização. Eles atentaram, diretamente, contra as instituições.

O deputado lembrou: “Mudaram o Código Penal. Isto, claramente, não é pouca coisa”.

Ele explicou que isto cria uma brecha. A brecha pode beneficiar crimes comuns. Estes crimes incluem, por exemplo, dano qualificado e incêndio criminoso.

Diniz concluiu, firmemente: “Nós não nos calaremos. Nós não aceitaremos, sob nenhuma hipótese, este retrocesso”.

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