segunda-feira, 15 de junho de 2026

Ministério da Saúde leva prontuário eletrônico à Saúde Indígena do Ceará

Projeto-piloto promove a saúde digital nos territórios indígenas - Foto: Jerônimo Gonzalez/MS
Projeto-piloto promove a saúde digital nos territórios indígenas - Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

 

O Ministério da Saúde disponibilizou, nesta sexta-feira (12/6), o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS).

Os profissionais utilizarão a ferramenta nas unidades básicas de saúde indígenas do Polo Base Maracanaú, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará.

O estado figura como o segundo território-piloto beneficiado com a iniciativa inédita do Governo do Brasil.

A ação pretende fortalecer a saúde digital nos territórios indígenas.

O sistema ampliará a integração das informações com as bases nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a medida representa a informatização dos registros e a qualificação do cuidado.

Dessa forma, os médicos e enfermeiros reunirão o histórico de atendimentos, evolução clínica e exames em um único ambiente digital.

Para o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, o prontuário eletrônico qualifica a organização do setor. Inclusive, a ferramenta garante a continuidade da assistência e uma resolutividade adequada à realidade de cada comunidade.

 

Expansão do projeto e treinamento das equipes

A chegada da tecnologia ao DSEI Ceará dá continuidade ao projeto piloto iniciado na Casa de Saúde Indígena (Casai) Brasília, em maio.

Atualmente, o sistema já atende as unidades contempladas nesta fase. Porém, a ampliação do uso depende do avanço das capacitações presenciais, que seguem em andamento.

No Ceará, os funcionários lotados no Polo Base Maracanaú receberam as instruções iniciais.

As equipes das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) Dona Joaquina Vieira e Pajé Barbosa participaram do treinamento. Em suma, mais de 100 profissionais já aprenderam a operar a nova ferramenta digital nas unidades piloto.

 

Sistema adaptado e próximas etapas no país

A Sesai utiliza hoje o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), que contém dados demográficos e epidemiológicos.

A partir de agora, a expectativa gira em torno da integração total entre os mecanismos para reforçar a consistência das informações. Vale destacar que o prontuário recebeu adequações específicas para a realidade indígena.

O banco de dados incluirá o nome tradicional do paciente, a aldeia de referência e os períodos de ausência do território.

O governo implantará o PEC e-SUS APS gradualmente nos 34 Distritos Sanitários do País.

Na próxima etapa, a ação chegará ao DSEI Yanomami, que atende os estados do Amazonas e de Roraima.

 

 

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