O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito contra a ex-deputada Carla Zambelli nesta quarta-feira (18/2).
A princípio, a investigação apurava supostos crimes de coação e obstrução de justiça. Nesse contexto, o magistrado acolheu o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Afinal, o órgão entendeu que não existem provas suficientes para sustentar uma denúncia formal contra a parlamentar.
Origem da investigação e declarações
O Supremo abriu a investigação em junho do ano passado. Isso ocorreu porque Zambelli afirmou, em entrevista, que pretendia pedir asilo político ao governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
Além disso, ela declarou a intenção de adotar o mesmo “modus operandi” de outros aliados para evitar o alcance da justiça brasileira. Contudo, Moraes decidiu encerrar o caso específico de coação antes mesmo do julgamento final sobre outros crimes.
Histórico de fuga e prisão na Itália
Posteriormente, em julho do ano passado, a polícia prendeu Zambelli em Roma. A ex-deputada tentava escapar de um mandado de prisão emitido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.
Dessa forma, ela utilizou sua dupla cidadania para buscar refúgio em terras italianas. Vale lembrar que o STF já condenou a parlamentar a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As investigações apontam Zambelli como a autora intelectual do hackeamento ao CNJ em 2023. Na ocasião, Walter Delgatti executou a invasão para emitir um mandado falso de prisão contra Moraes.
Delgatti confirmou que realizou o trabalho a mando da deputada. Atualmente, o governo brasileiro aguarda a extradição da parlamentar. Portanto, a Justiça italiana decidirá o destino de Zambelli durante uma audiência nas próximas semanas. Fonte: Agência Brasil.







