quinta-feira, 4 de junho de 2026

Nordestinos e nordestinas terão Dia Nacional para comemorar

Por Ricardo Oliveira Ruiz e Augusto Brandão*, especial para o Ceará Leste

A efeméride festiva do domingo de 8 de outubro ficou por conta do Dia do Nordestino. A comemoração ocorreu conforme uma lei do município de São Paulo/SP, de 2009. Contudo, essa lei de 2009 foi revogada em 2019, e data a comemorativa passou para o dia 2 de agosto. A rigor, a lei tem alcance tão-somente para os nordestinos residentes na capital paulista.

​O dia 8 de outubro é em homenagem ao nascimento do poeta, compositor, cantor e teatrólogo nordestino de São Luís do Maranhão, Catulo da Paixão Cearense (8/10/1863 – 10/05/1946); o dia 2 agosto pelo falecimento do cantor e compositor pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga (José Januário Gonzaga do Nascimento – 13/12/1912 – 2/08/1989).

​No Senado Federal tramita o Projeto de Lei Nº 2755/2022, do Senador Ângelo Coronel (PSD/BA), instituindo o Dia Nacional do Nordestino, a ser comemorado no dia 8 de outubro. Na Câmara dos Deputados, proposição símile surgiu em 1963 com o PL 1177, do Deputado Federal Medeiros Neto, sem deliberação.

​O Dia do Nordestino integra o calendário de oficial de eventos de Estados do Norte (Rondônia, Tocantins), Centro-Oeste (Goiás) e Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo); Capitais (Manaus, Cuiabá, Campo Grande) e muitas cidades interioranas. O dia é 8 de outubro.

​No Estado de São Paulo, o Dia do Nordestino é comemorado em 2 de agosto. Nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo e capital do Rio de Janeiro comemora-se em 13 de dezembro (nascimento de Luiz Gonzaga).

​O Nordeste brasileiro, com 54.644.582 habitantes (IBGE: 2022) e área territorial de 1,5 milhão de km2 (18% do território nacional), é constituído pelos Estados do Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, distribuídos em 1.794 municípios.

​Cumpre consignar que, o Nordeste brasileiro é riquíssimo na culinária (influência da culinária portuguesa, indígena e africana), manifestações culturais (herança dos colonizadores portugueses, dos negros e das negras e dos indígenas) e atrativos turísticos, e sempre foi um celeiro de pessoas talentosas e famosas em todas as áreas do conhecimento humano.

*Ricardo Oliveira Ruiz é natural de Manaus-AM, neto de nordestinos e professor aposentado do Instituto Federal do Ceará e colaborador do Ceará Leste e Augusto Brandão, natural de Oeiras-Pi e jornalista responsável pelo Ceará Leste.

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