terça-feira, 21 de julho de 2026

Pesquisa aponta presença de larvas de Aedes aegypti em 1,22% dos imóveis de Fortaleza

Foto: Reprodução/Ilustração.
Foto: Reprodução/Ilustração.

 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza realizou, entre os dias 12 e 23 de janeiro, o 1º Levantamento de Índices Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026.

Vale ressaltar que esta é uma das principais estratégias de monitoramento, controle e prevenção das arboviroses na capital.

Dentre os 49 mil imóveis vistoriados, 600 apresentaram focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, o que totaliza um índice de 1.22%.

Nesse sentido, a pesquisa percorreu 121 bairros de Fortaleza: enquanto 55 apresentaram índices satisfatórios (até 1%), outros 65 ficaram em situação moderada ou de alerta, com índices entre 1% e 4%.

Por outro lado, o bairro Parreão foi o único a registrar percentual acima de 4%, sendo classificado, portanto, como área de maior risco para a transmissão comunitária.

Considerando que o LIRAa é uma ferramenta estratégica, ele permite identificar a presença do vetor com precisão. Dessa forma, o levantamento orienta ações de mobilização social, mutirões de limpeza e campanhas educativas.

A partir disso, as equipes de combate às endemias intensificam as inspeções e a eliminação de focos nas áreas críticas. Além disso, é importante notar que, ao longo de 2026, Fortaleza realizará quatro ciclos de pesquisa.

 

Ações permanentes de controle

Paralelamente aos levantamentos, a Prefeitura mantém ações permanentes de controle durante todo o ano. No entanto, há um reforço considerável no período chuvoso, visto que há maior acúmulo de água.

Entre as principais iniciativas, destacam-se as visitas domiciliares, o atendimento pelo número 156 e os bloqueios de casos confirmados.

O coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro, reforça a importância desse monitoramento.

Segundo ele, “iniciamos o primeiro LIRAa com uma grande mobilização, visto que a informação qualificada é a base para uma resposta eficiente. Com efeito, esse trabalho se torna ainda mais estratégico com a chegada da quadra chuvosa. Entretanto, reforçamos que a participação da população é fundamental para eliminar a água parada”.

 

Balanço Comparativo

No que diz respeito aos dados históricos, em 2025 foram notificadas 6.484 suspeitas de dengue e chikungunya, das quais 7,18% foram confirmadas.

Já em relação ao cenário atual de 2026, foram registrados, até o momento, oito casos confirmados de dengue, um de chikungunya e nenhum de zika. Fonte:PMFor. 

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