A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza realizou, entre os dias 12 e 23 de janeiro, o 1º Levantamento de Índices Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026.
Vale ressaltar que esta é uma das principais estratégias de monitoramento, controle e prevenção das arboviroses na capital.
Dentre os 49 mil imóveis vistoriados, 600 apresentaram focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, o que totaliza um índice de 1.22%.
Nesse sentido, a pesquisa percorreu 121 bairros de Fortaleza: enquanto 55 apresentaram índices satisfatórios (até 1%), outros 65 ficaram em situação moderada ou de alerta, com índices entre 1% e 4%.
Por outro lado, o bairro Parreão foi o único a registrar percentual acima de 4%, sendo classificado, portanto, como área de maior risco para a transmissão comunitária.
Considerando que o LIRAa é uma ferramenta estratégica, ele permite identificar a presença do vetor com precisão. Dessa forma, o levantamento orienta ações de mobilização social, mutirões de limpeza e campanhas educativas.
A partir disso, as equipes de combate às endemias intensificam as inspeções e a eliminação de focos nas áreas críticas. Além disso, é importante notar que, ao longo de 2026, Fortaleza realizará quatro ciclos de pesquisa.
Ações permanentes de controle
Paralelamente aos levantamentos, a Prefeitura mantém ações permanentes de controle durante todo o ano. No entanto, há um reforço considerável no período chuvoso, visto que há maior acúmulo de água.
Entre as principais iniciativas, destacam-se as visitas domiciliares, o atendimento pelo número 156 e os bloqueios de casos confirmados.
O coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro, reforça a importância desse monitoramento.
Segundo ele, “iniciamos o primeiro LIRAa com uma grande mobilização, visto que a informação qualificada é a base para uma resposta eficiente. Com efeito, esse trabalho se torna ainda mais estratégico com a chegada da quadra chuvosa. Entretanto, reforçamos que a participação da população é fundamental para eliminar a água parada”.
Balanço Comparativo
No que diz respeito aos dados históricos, em 2025 foram notificadas 6.484 suspeitas de dengue e chikungunya, das quais 7,18% foram confirmadas.
Já em relação ao cenário atual de 2026, foram registrados, até o momento, oito casos confirmados de dengue, um de chikungunya e nenhum de zika. Fonte:PMFor.




