A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou a Operação Torniquete nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (18/6).
A ofensiva interestadual busca desarticular um grupo criminoso de origem carioca. O bando atua na região Norte do Ceará e em vários outros estados do País.
Duas delegacias especializadas coordenam as ações de campo.
Os trabalhos contam com a liderança da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte) e da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD).
O Departamento de Inteligência Policial (DIP) apoia os agentes. Os policiais civis cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
As ações ocorrem simultaneamente no Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Rio de Janeiro, Tocantins e Rio Grande do Norte.
Até o momento, os agentes cumpriram 46 mandados de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Alvos presos e grandes apreensões no Ceará
Desse total, 18 alvos já cumpriam pena em unidades prisionais e receberam as novas ordens judiciais na cela.
Os policiais retiraram outros 28 criminosos de circulação durante as abordagens de hoje. Somente no território cearense, os investigadores cumpriram 41 decisões judiciais.
Paralelamente, a operação resultou na apreensão de armas de fogo, munições, cerca de R$ 100 mil em espécie e 15 veículos.
Alguns dos automóveis recolhidos são de luxo. Os policiais civis também conseguiram o sequestro judicial de cinco imóveis pertencentes aos membros da facção.
Envolvimento de advogados e bloqueio bilionário
Dois advogados figuram entre os alvos da investigação por suposta participação no esquema criminoso. Logo após as diligências, as equipes prenderam um dos defensores em Fortaleza.
Segundo a polícia, ele atuava diretamente na movimentação financeira do grupo. O segundo advogado sofreu apenas busca e apreensão no escritório.
As apurações apontam que o bando operava uma sofisticada estrutura para ocultar os recursos ilícitos. Por conseguinte, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados.
Os valores movimentados na rede bancária ultrapassam R$ 1 bilhão.
Por fim, as equipes policiais continuam as buscas em outros estados para capturar 15 alvos que possuem mandados de prisão preventiva. Em suma, as diligências permanecem em andamento para localizar todos os foragidos da Justiça.









