A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (4), a Operação Inocência Protegida XIV. Esta ação visa aprofundar a investigação de compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. O compartilhamento ocorria através do aplicativo Viber.
Policiais federais cumpriram um Mandado de Busca e Apreensão. A Justiça Federal expediu este mandado para um domicílio em Marco, no Ceará. Portanto, a ação buscou identificar e interromper práticas ilícitas. Além disso, a PF apreendeu dispositivos eletrônicos e mídias. Estes itens subsidiarão o aprofundamento das investigações.
Cooperação Internacional e a Origem da Investigação
As apurações começaram após uma comunicação oficial da polícia da Espanha. A Rede 24×7, canal internacional de cooperação policial, enviou esta comunicação. Com efeito, a Seção de Proteção ao Menor da Unidade Central de Cibercrime (Espanha) repassou as informações à PF. A Operação Víbora, deflagrada na Espanha, forneceu os dados. Assim, foram identificados 18 números brasileiros em grupos do Viber. Estes grupos difundiam CSAM (material de abuso sexual infantil).

Entre os alvos, a polícia identificou um usuário associado a um número do Ceará. Ele participava ativamente do compartilhamento de conteúdo sexual infantojuvenil. O grupo realizava essa prática sistematicamente.
Portanto, houve indícios da prática dos crimes previstos nos Arts. 241-A e 241-B do ECA. Além disso, as autoridades consideram a possível associação criminosa (art. 288 do Código Penal)). Isso se deve à atuação articulada de indivíduos de diversas nacionalidades.
Buscas e Perícia
Durante as buscas, a polícia apreendeu celular e HD. Os materiais serão submetidos à perícia técnico-científica.
Embora a polícia não tenha feito prisão em flagrante, a titularidade do número de telefone foi confirmada. O número integrava um grupo internacional de compartilhamento de material ilícito. Contudo, não houve prisão porque nenhum material ilícito estava no local no momento da diligência.
As investigações prosseguem com a análise do material aprendido. Fonte: Polícia Federal no Ceará.








