terça-feira, 21 de julho de 2026

Senador cearense compara operação no Rio e no Ceará e vê ‘narrativa ideológica’ do governo Lula

Legenda: Eduardo Girão explicou que as duas operações buscaram combater o crime organizado - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Legenda: Eduardo Girão explicou que as duas operações buscaram combater o crime organizado - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) comparou operações policiais. O discurso ocorreu nesta segunda-feira (3 de novembro$). Ele comparou a ação no Rio de Janeiro com uma operação no Ceará. A ação no Rio deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

Ambas as operações, explicou o parlamentar, buscaram combater o crime organizado. Elas tentaram retomar áreas dominadas por grupos armados. Contudo, segundo Girão, o governo federal e a imprensa trataram os casos de forma diferente.

O senador afirmou que a operação no Rio sofreu ampla crítica. Em contraste, uma ação no Ceará, que também teve mortes de suspeitos, não gerou a mesma repercussão. Para ele, essa diferença revela uma “narrativa ideológica” adotada pelo governo Lula.

Girão afirmou que “Nós tivemos uma ação de sucesso no Ceará, neste final de semana.” Ele ressaltou que “Eu não vi ninguém falar em chacina (são sete mortos).” Ocorre que a guerra é de narrativa, não técnica. “O governo é do PT, então não se fala em chacina.” Ele acrescentou que “Já que o governo do Rio não é do PT, aí vem aquele estrondo.” Ele concluiu que “É uma questão ideológica e partidária.”

Defesa Policial e Estado

O senador defendeu o trabalho das forças policiais. Ele disse que o enfrentamento ao crime é necessário. Isso visa restabelecer a autoridade do Estado em áreas dominadas. Girão criticou a omissão do governo federal diante da escalada da violência. Ele reiterou, ainda, apoio às operações de retomada de territórios.

Ele declarou que “Finalmente, temos que celebrar um Estado que se levanta e enfrenta o que tem que enfrentar.” O Estado existe para garantir a lei e a ordem para todos. “Há mais de 20 anos, você vê o crime proliferar sem ação efetiva do Estado.” “Nós estamos vendo, finalmente, uma atitude firme e corajosa das polícias.” A ação enfrenta o império do crime comandado por facções. Porém, “Ninguém gostaria de ver mortes, mas o enfrentamento é necessário.”

Terrorismo e CPI

No mesmo discurso, o parlamentar defendeu a classificação de facções como grupos terroristas. Ele mencionou o Comando Vermelho e o PCC. Ele argumentou que esses grupos já atuam com métodos típicos do terrorismo. Eles impõem medo à população e utilizam a violência como poder. Segundo Girão, países vizinhos já adotaram a medida, mas o Brasil permanece sem posição.

Por fim, Girão defendeu a instalação da CPI do Crime Organizado. A CPI deve ser instaurada nesta semana. O senador lembrou que a proposta tramita desde 2022. O objetivo da investigação é apurar a atuação dos grupos criminosos em diferentes estados.

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