O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) liberou, nesta quarta-feira, 6/5, o valor de R$ 7,55 milhões para a construção do segundo espigão na Praia da Peroba, em Icapuí. De acordo com informações da Prefeitura do município, a previsão é de que as obras sejam iniciadas dentro de dois meses. As informações são de Gabriela Almeida, do O POVO.
A estrutura faz parte de um plano para conter o avanço do mar na região. Fenômeno tem acelerado o processo de erosão (quando a praia perde mais sedimentos do que recebe) é danificado imóveis localizados perto da costa, como casas de veraneios, afetando também o turismo e a atividade pesqueira.
Prefeitura e associações acordaram em utilizar esse método de contenção em 2024, depois de um litígio entre partes que durou quase cinco anos. Na ocasião, foi decidido pela construção de dois espigões na área, projeto que previa aporte de R$ 11 milhões, entregues via Governo Federal ao Governo Estadual.
Obra da primeira estrutura foi iniciada no mesmo ano e chegou a ser paralisada pelo menos três vezes em razão da força da maré, que aumenta o risco à infraestrutura. No entanto, de acordo com o prefeito de Icapuí, Kleiton Pereira(PSD), mesmo lento os trabalhos devem ser concluídos “em até um mês”.
Para O POVO, o gestor também informou que o Governo Federal tirou ontem a suspensão do recurso que faltava para que o segundo espigão fosse construído, o que significa que agora o pagamento pode ser executado. Segundo Kleiton, o depósito do valor pode ser feito ainda nesta semana.
“Acredito que nesse mês se conclua essa primeira [obra do espigão] e daqui a dois meses se inicie a outra, entre dispensa licitação o prazo pode durar de um mês a dois meses”, explica, reiterando a informação.
O POVO entrou em contato, via e-mail, com o MIDR para saber se há uma data específica para o depósito ser realizado, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno do órgão.
Ainda de acordo com o prefeito, será realizado um enrocamento, contenção provisória, nas praias de Picos e Peroba, para frear o avanço do mar nos lugares onde o processo de erosão está mais forte.
O município deve submeter um projeto de emergência ao Governo do Estado para iniciar trabalhos.
O pesquisador Luis Parente é o responsável pelas obras. De acordo com ele, o método consiste na utilização de pedras grandes e pequenas, com as pequenas servindo para a obra emergencial e as grandes servindo para barrar a ação das ondas.
Também é utilizada uma estrutura chamada “bidim”,que é uma tela que serve para que a maré não arraste a areia presente na estrutura da obra emergencial.







