O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, foi afastado do cargo por 30 dias neste domingo, 6 de junho, depois de uma decisão do Conselho de Ética. Ele enfrenta acusações de assédio sexual e moral de ex-funcionária. A informação foi publicada pelo Globo Esporte.
Durante o afastamento, quem assume o posto é o vice Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes. Ele já esteve no comando da entidade de forma interina em 2017 quando o então presidente Marco Polo Del Nero foi suspenso e afastado do cargo por 90 dias.
A CBF já foi notificada da decisão do conselho.
Segundo a ex-funcionária, o dirigente da confederação a teria constrangido em viagens e reuniões de trabalho, inclusive na presença de diretores da CBF. Ela detalha o dia em que Caboclo perguntou se ela se “masturbava”, depois de sucessivos comportamentos abusivos. Diz ainda que ele tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”.
A funcionária também afirma que o presidente estava sob efeito de álcool quando os abusos ocorreram. No documento, ela relata que ele pediu para que ela escondesse bebidas em lugares combinados.
A defesa de Caboclo nega as acusações. “A defesa de Rogério Caboclo responde que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio”, diz a nota.
Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes, foi comandante militar e prefeito biônico em Monte Alegre (PA), no período da ditadura.
Segundo reportagem da Agência Pública, ele recebe R$ 14, 7 mil mensais como perseguido pelo regime. A decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União em 14 de maio de 2003 ainda concedeu uma indenização retroativa de R$ 243.416,25.
Na CBF, assumiu o posto de presidente interino em 15 de fevereiro de 2017, quando Del Nero foi suspenso por decisão do Comitê de Ética da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e permaneceu no cargo até 9 de abril de 2019, sendo sucedido exatamente por Caboclo. Poder360.
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