domingo, 19 de julho de 2026

Trama golpista: oito prisões são mantidas após audiência de custódia

Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Arthur Max/MRE/Agência Brasil.
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Arthur Max/MRE/Agência Brasil.

 

A Justiça Federal confirmou, neste sábado (27 de dezembro), a manutenção da prisão domiciliar de oito condenados envolvidos na trama golpista de 2022. Dessa forma, as audiências de custódia foram conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, que atua como auxiliar no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Situação dos Condenados e Foragidos

Nesse sentido, o cenário das ordens judiciais apresenta diferentes situações para os envolvidos. Com efeito, dos dez mandados expedidos por Moraes, o balanço atual indica que oito detidos tiveram a prisão domiciliar mantida após cumprirem a formalidade legal da audiência. Carlos Rocha, não foi localizado pela Polícia Federal e, por conseguinte, passou a ser considerado foragido.

Guilherme Marques de Almeida, o tenente-coronel viajou para a Bahia, mas comprometeu-se a retornar a Goiânia para iniciar o cumprimento da medida.

Estratégia contra o “Modus Operandi” de Fugas

Além disso, a decisão de Alexandre de Moraes foi motivada pelo alto risco de evasão do país. Isso acontece porque, recentemente, houve episódios que acenderam o alerta nas autoridades, como a prisão do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, no Paraguai. Sendo assim, o ministro afirmou que existe uma organização criminosa planejando rotas para fora do território nacional com a ajuda de terceiros.

Por conseguinte, a imposição da prisão domiciliar imediata visa barrar essa estratégia e garantir o cumprimento das penas impostas pelo STF em dezembro de 2025. Inclusive, Moraes citou o caso do ex-deputado Alexandre Ramagem como exemplo do planejamento de fuga executado pelo grupo.

A lista dos 10 são:

  • Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
  • Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
  • Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto

 

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