Por Toni Carvalho
A pintura “A Verdade saindo do poço” (1896), mostrada a cima, é de autoria de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, e está ligada a uma parábola do século XIX.
Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo.
Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água esta muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa.
Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.
A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.
O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.
A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha.
Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.
A parábola associada à obra “A Verdade saindo do poço”, de Jean-Léon Gérôme, oferece uma reflexão poderosa sobre o conflito entre a verdade e a mentira, que pode ser aplicada ao cenário político contemporâneo de Cascavel.
Na história, a Verdade, despida e desprezada, é substituída pela Mentira, que se veste com as aparências da honestidade e ganha aceitação pública.
Essa narrativa simbólica é muito relevante quando pensamos na dinâmica política atual, onde, com frequência, discursos falaciosos se revestem de uma suposta integridade, enquanto a verdade, por mais incômoda que seja, é rejeitada.
Em Cascavel, o período eleitoral é um exemplo perfeito de como essa parábola se manifesta. Políticos oportunistas, muitas vezes, utilizam promessas ilusórias para atrair eleitores, vendendo uma visão irrealista de progresso, e avanço. São estratégias que apelam ao imediato, às aparências, exatamente como a Mentira que veste as roupas da Verdade.
Nessa narrativa política, questões cruciais, como a infraestrutura, a saúde pública, e os direitos das populações mais vulneráveis (mulheres, crianças e idosos), acabam por ser manipuladas ou mascaradas para atender aos interesses pessoais ou de pequenos grupos.
Entretanto, a candidatura de Paulinha Dantas, que tem uma trajetória de três mandatos como vice-prefeita e experiência em gestão pública, coloca em destaque a Verdade que, embora nua e inconveniente, reflete o compromisso com a realidade.
Ao focar em pautas concretas, como o cuidado com as mulheres, idosos e crianças, e ao propor soluções duradouras para os problemas de Cascavel, essa candidatura se distingue daqueles que preferem esconder as dificuldades sob promessas vazias.
Assim como na parábola, o desafio da política local está em reconhecer a Verdade, ainda que desconfortável, e rejeitar as vestes ilusórias da Mentira.
A população de Cascavel, diante da necessidade de mudanças reais, deve questionar as aparências e buscar soluções pautadas na honestidade e na transparência, enfrentando a dura realidade em vez de se deixar seduzir por discursos convenientes e fantasiosos.
No fim, como a obra de Gérôme nos lembra, a Verdade pode ser desprezada por sua crueza, mas é ela, que tem o potencial de transformar a sociedade e proporcionar uma Cascavel inclusiva e próspera para todos!








