A Embrapa Agroindústria Tropical realiza, nestas quarta e quinta-feira (11 e 12/03), o lançamento das primeiras Unidades de Referência Tecnológica (URT) da cajucultura.
Primordialmente, as ações contemplam os municípios de Beberibe e Cascavel. Nesse sentido, essas áreas funcionam como Vitrines Tecnológicas para a transferência de conhecimentos gerados pela pesquisa.
Com efeito, o projeto resulta de uma parceria entre produtores rurais, prefeituras locais e outras instituições. Dessa forma, a iniciativa busca modernizar e fortalecer a produção nos principais polos do estado.
Portanto, o objetivo central é tornar a atividade agrícola mais rentável e eficiente. Inclusive, cada município receberá quatro vitrines tecnológicas durante esta fase inicial.
Cronograma de implantação em Beberibe
Em Beberibe, os técnicos implantarão as unidades nas localidades de Samburão,
Assentamento Murici, Sucatinga e Córrego de Santa Maria II. Além disso, o plantio das mudas de cajueiro-anão começa no dia 11/03, especificamente no distrito de Forquilha.
Consequentemente, os produtores locais terão acesso direto às inovações propostas pela Embrapa.
Expansão para o município de Cascavel
Por outro lado, o cronograma em Cascavel contempla a comunidade do Brito, o Distrito Lagoinha e o Distrito de Serrote. Ademais, o Projeto de Assentamento Luíz Mendes também receberá as novas tecnologias de cultivo.
Nesse contexto, as equipes iniciam o plantio na comunidade do Brito no dia 12/03. Dessa maneira, o estado amplia sua rede de difusão técnica.
Prazos e metas do projeto
Por fim, a coordenação prevê concluir a instalação de todas as vitrines nos dois municípios até dezembro de 2026. Todavia, o acompanhamento técnico ocorrerá de forma contínua para garantir o sucesso do plantio.
Logo, a modernização da cajucultura cearense ganha um impulso fundamental com estas novas unidades. Assim sendo, o conhecimento científico chega diretamente ao campo.

Segundo o pesquisador Marlos Bezerra, o trabalho com as vitrines é realizado com a participação dos produtores parceiros. Nos meses de janeiro e fevereiro foi feito o preparo do terreno, correção e adubação do solo e abertura de covas para instalação das vitrines.
“Durante o plantio das mudas vamos compartilhar conhecimentos sobre essa primeira etapa da implantação também com produto
Vamos enfatizar aspectos do preparo do solo e a importância do coveamento adequado para o desenvolvimento das plantas. Na medida que formos realizando as demai
Para Aline Teixeira, chefe adjunta de Transferência de Tecnologias da Embrapa Agroindústria Tropical, esse modelo de transferência de tecnologia tem potencial para promover a reestruturação da cadeia do caju que, longo do tempo, tem sofrido redução da sua área produtiva.
As vitrines tecnológicas unem genética de
O que são as vitrines tecnológicas da cajucultura

As Unidades de Referência Tecnológica da cajucultura ou vitrines tecnológicas são áreas cultivadas com cajueiro-anão, implantadas em propriedades rurais e destinadas a demonstrações práticas de tecnologias para as diferentes fases do sistema de produção de caju.
Esses espaços produtivos de dois hectares proporcionam aprendizado contínuo para produtores e técnicos da extensão rural sobre como plantar e manejar o cajueiro e como produzir com qualidade e eficiência.
O objetivo é desenvolver a cajucultura por meio da modernização do manejo, aumentar a produtividade e possibilitar o aproveitamento integral do caju, para tornar a cajucultura mais rentável para as famílias.
O projeto teve início em 2022 e conta com 20 vitrines tecnológicas implantadas no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. Atualmente, está em processo de articulação a implantação de novas vitrines nos três estados e na região de Picos, no Piauí.
A previsão é que até o final deste ano sejam 40 unidades implantadas. Além dos polos de produção de caju, as vitrines tecnológicas também chegam a áreas sem tradição na cajucultura, mas manifestam interesse em desenvolver a atividade, como a região de Mamanguape, na Paraíba, que já conta com quatro unidades implantadas em Jacaraú já produzindo.
Está em negociação a parceria com outros municípios para implantação de novas vitrines.
Perfil dos produtores
O projeto das vitrines tecnológicas conta com produtores com diferentes perfis (agricultores familiares, assentados, profissionais autônomos que têm a agricultura como uma segunda renda e empresários do agronegócio do caju).
“A seleção dos parceiros envolve análise técnica e socioeconômica da propriedade e do produtor, que não precisa ter experiência específica na cajucultura, mas deve dispor de área apta para a produção de caju e disponível para a implantação da vitrine. Busca-se identificar produtores engajados e dispostos a conduzir a unidade produtiva e seguir as orientações fornecidas nas capacitações em campo. Além disso, o produtor parceiro deve contribuir com a coleta de dados para subsidiar análises técnicas,
Uso de clones de cajueiro
Na implantação das tecnológicas são utilizados clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa Agroindústria Tropical.
Esses materiais genéticos são recomendados para diferentes estados do Nordeste. “Selecionamos os clones mais adaptados ao clima e solo de cada localidade e, geralmente, testamos quatro para cada unidade produtiva. Este ano, além dos materiais lançados eregistrados, vamos incluir materiais novos ainda em estudo, mas que já estão inclusos no Programa de Melhoramento Genético da Embrapa, para serem lançados em breve. A ideia é testar esses materiais para selecionar aqueles com melhor desempenho”, afirma Bezerra.
Parcerias
Além dos produtores rurais e prefeituras dos municípios, a implantação das vitrines tecnológicas da cajucultura tem a parceria de diferentes instituições, incluindo o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Indústria Usibras no Ceará e onServiço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na Paraíba.
Bezerra explica que nesse processo a Embrapa fornece o material genético (mudas), o conhecimento técnico por meio da capacitação dos produtores e realiza a coordenação técnica das unidades.
Já as prefeituras são responsáveis por disponibilizar os maquinários necessários para o preparo das áreas e insumos como adubos e fertilizantes.
Cabe aos produtores fornecer a mão-de-obra necessária para a condução das atividades recomendadas pela pesquisa e realizar o acompanhamento diário nas vitrines.
Além disso, tanto os produtores como as instituições parceiras devem atuar como multiplicadores de conhecimentos sobre cajucultura, adquiridos no âmbito da vitrine, para outros produtores.
Serviço:
- O quê: Lançamento de vitrines tecnológicas da cajucultura
- Onde: Samburão – BR 305 – Km 09 – Distrito de Forquilha Beberibe (CE)
- Quando: 11.03.2026, às 09h
- Onde: Comunidade Brito – Cascavel (CE)
- Quando: 12.03.2026, às 09h







