segunda-feira, 15 de junho de 2026

21 cidades são reconhecidas como em situação de emergência no país; 2 são do Ceará

Com a medida, municípios estão aptos a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil - Foto: Honório Barbosa/Ilustração
Com a medida, municípios estão aptos a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil - Foto: Honório Barbosa/Ilustração

 

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quarta-feira (10/6), a situação de emergência em 21 cidades.

Esses municípios sofrem com o impacto de desastres em vários estados brasileiros.

A portaria oficial abrange localidades do Ceará, Bahia, Piauí, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Inicialmente, os municípios de Alto Santo e Piquet Carneiro, no Ceará, passam por um período de estiagem.

Do mesmo modo, as cidades de Cuité e Cacimba de Areia, na Paraíba, Coronel João Sá, na Bahia, e Lagoa do Barro do Piauí, no Piauí, enfrentam a falta de chuvas.

Além disso, a cidade de Japi, no Rio Grande do Norte, sofre com a seca, que traz uma ausência de precipitações ainda mais prolongada.

Por outro lado, as cidades de Várzea, também no Rio Grande do Norte, e São Miguel de Taipu, na Paraíba, enfrentam fortes temporais.

Em Minas Gerais, o município de Matias Cardoso também sofre com a seca.

Paralelamente, o Rio Paranaíba castigou a cidade de Cachoeira Dourada com uma severa infestação de algas. No Pará, o município de Abaetetuba registra chuvas intensas.

Ademais, no Maranhão, fortes temporais afetaram o município de Rosário. Já a cidade de São Raimundo das Mangabeiras enfrenta colapsos estruturais e subsidências no solo.

No Amazonas, a forte erosão da margem fluvial impactou a cidade de Amaturá. Ao mesmo tempo, tempestades de granizo castigaram as cidades de Deodápolis, em Mato Grosso do Sul, e Boa Esperança, em Minas Gerais.

Por fim, os municípios de Tarabai, em São Paulo, e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, registram fortes temporais.

No Paraná, um vendaval atingiu a cidade de Moreira Sales, enquanto o granizo caiu em Terra Rica. Diante disso, as prefeituras locais já podem solicitar verbas federais para ações de socorro e assistência humanitária.

 

Como as prefeituras podem solicitar recursos

A partir de agora, os municípios com reconhecimento federal podem pedir verbas para o plano de assistência civil.

Os prefeitos devem enviar a solicitação obrigatoriamente através do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Com base nisso, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional analisa detalhadamente as metas e os valores de cada plano de trabalho.

Logo após a aprovação técnica, o governo publica uma portaria oficial no Diário Oficial da União (DOU) detalhando o valor total liberado.

As prefeituras utilizam essa verba na compra de itens essenciais. Por exemplo, os gestores compram cestas básicas, água mineral, refeições para voluntários e kits de limpeza doméstica, higiene pessoal ou dormitório.

 

Treinamento e capacitação dos agentes locais

Com o intuito de agilizar esses processos burocráticos, a Defesa Civil Nacional oferece periodicamente uma série de cursos de capacitação a distância.

Essas aulas virtuais habilitam e qualificam os agentes municipais e estaduais para a operação correta do sistema S2iD.

Em suma, os treinamentos focam na preparação de equipes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo.

Os servidores interessados podem conferir a lista completa de cursos disponíveis por meio do link oficial do ministério.

 

 

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