terça-feira, 21 de julho de 2026

Assembleia leva campanha pelo fim da violência contra a mulher ao Castelão  

Campanha ocupa o gramado da Arena Castelão em dia de decisão, para dizer não à violência contra a mulher - Fotos: Marcos Moura/Alece.
Campanha ocupa o gramado da Arena Castelão em dia de decisão, para dizer não à violência contra a mulher - Fotos: Marcos Moura/Alece.

 

A Arena Castelão sediou a ação “Cartão Vermelho pelo Fim da Violência contra a Mulher”. O evento ocorreu na tarde deste domingo (07 de dezembro). De fato, ele coincidiu, propositadamente, com a partida decisiva entre Ceará e Palmeiras.

A Assembleia Legislativa (Alece) realizou a iniciativa. Isso foi possível por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM). Desse modo, a ação levou a mensagem a milhares de torcedores na última rodada do Brasileirão.

A mobilização integra a Campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Assim, ela contou, portanto, com mensagens educativas. Essas mensagens foram divulgadas nos telões do estádio.

Ademais, a organização divulgou o canal de acolhimento e orientação às vítimas de agressão. Este canal, o Zap Delas, está disponibilizado pela PEM.

 

Visão da Procuradora Juliana Lucena

Para a procuradora Especial da Mulher da Alece, deputada Juliana Lucena (PT), o órgão reforça a luta pela proteção das mulheres. Com efeito, isso ocorre ao levar a causa a diversos ambientes sociais.

Ela apontou: “Essa campanha é só o começo”. Além disso, a procuradora frisou que o futebol é, além de um esporte, um meio de transformação. Portanto, quanto mais a mensagem chegar em outros lugares, mais fortalecerá a luta contra a violência de gênero.

 

Avaliação da Deputada Larissa Gaspar

Na avaliação da segunda vice-presidente da Casa, deputada Larissa Gaspar (PT), iniciativas como esta são importantes aliadas. Elas ajudam, efetivamente, a engajar a sociedade no combate à cultura machista.

A parlamentar disse: “É uma estratégia fundamental levar toda forma de conscientização e ativismo para espaços onde existe uma grande concentração de homens”. Ela explicou, consequentemente, que são eles os principais sujeitos a serem impactados com essa transformação cultural.

 

Deputadas Professora Zuleide (Psol),Juliana Lucena (PT),Larissa Gaspar (PT), Emilia Pessoa (PSDB) e Luana Régia Ribeiro (Cidadania).

 

Citando o crescente número de mulheres mortas no Brasil em 2024 por feminicídio, a deputada Professora Zuleide (Psol) alerta que o país não tem o que comemorar.

A deputada afirmou: “O Brasil tem que parar e pensar em tudo que está acontecendo”. Ela destacou, ademais, a gravidade da situação no Ceará. “Aqui no Ceará, a situação é mais grave ainda”.

 

Ceará Entre os Mais Violentos e Pedido de Ação

A deputada continuou: “Nós estamos entre os cinco estados onde mais mulheres sofrem violência”. Dessa forma, ela espera que todos os homens, no estádio e em todo o Brasil, possam dizer não à violência contra a mulher. Fonte: Alece

 

 

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