A CAIXA Cultural Fortaleza recebe, em curta temporada, de 14 a 17 de maio de 2026, o espetáculo “As Amazônias”.
As apresentações ocorrerão de quinta a sábado, às 19h, e no domingo, às 18h. Vale ressaltar que o projeto integra uma programação que valoriza a diversidade cultural brasileira, contando, além disso, com o patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.
O espetáculo “As Amazônias” promove o encontro de três importantes vozes femininas da região Norte: Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP).
Dessa maneira, o palco combina música ao vivo com projeções visuais, criando uma experiência audiovisual que aproxima som, imagem e tecnologia.
Tudo isso se desenvolve a partir de diferentes territórios da Amazônia.
A montagem articula trajetórias que atravessam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e a música contemporânea produzida na região.
Para tanto, cada artista traz a força de seu território: enquanto Patrícia Bastos incorpora ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú, Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária.
Em paralelo, Aíla conecta essas referências à cena musical contemporânea de Belém, marcada por fusões e experimentações.
No decorrer do espetáculo, esse encontro se materializa também no repertório. Isso inclui, por exemplo, momentos de diálogo entre idiomas e culturas, como a interpretação, em português, de uma composição originalmente cantada em língua Tikuna.
Portanto, “As Amazônias” revela a potência das múltiplas identidades que coexistem na região, conectando experiências e formas de expressão em uma apresentação sensível, plural e, acima de tudo, marcada pela diversidade cultural.
Sobre as artistas
As três artistas desenvolvem trajetórias que dialogam com seus territórios e ampliam as fronteiras da música brasileira.
Elas, juntas, constroem um espetáculo que evidencia a Amazônia como espaço de resistência, criação e encontro.
- Patrícia Bastos: Reconhecida nacional e internacionalmente, inclusive como vencedora do Grammy Latino, destaca-se por traduzir em música as sonoridades e narrativas do Amapá.
- Aíla: Consolida-se como uma das principais representantes da música contemporânea amazônica, visto que transita com fluidez entre o pop, a tradição regional e a experimentação sonora.
- Djuena Tikuna: Primeira jornalista indígena formada no Amazonas e pioneira ao realizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas. Visto sob esse ângulo, suas composições reafirmam o canto como expressão de memória e resistência. Sua presença amplia o alcance do projeto ao trazer para o centro do palco a força dos povos originários.
Por fim, é importante notar que a relação entre as artistas ultrapassa o palco, uma vez que se constrói a partir de experiências compartilhadas e vivências profundas na região Norte.








