domingo, 21 de junho de 2026

Cajuína COOPAFESP eleita a melhor do Ceará  

Agricultor Gleison produz cerca de 30 mil litros de cajuína por ano - Foto/Montagem: Morena Brandão
Agricultor Gleison produz cerca de 30 mil litros de cajuína por ano - Foto/Montagem: Morena Brandão

A cajuína COOPAFESP foi eleita a melhor do Ceará no PEC Nordeste, realizado nos dias 5, 6 e 7 de junho, no Centro de Eventos, em Fortaleza. Em 2024 a produção foi de cerca de 30 mil litros.

A cajuína COOPAFESP é produzida e embalada pela Associação dos Produtores de Leite e Agropecuaristas de Pindoretama, localizada na estrada do Coqueiro, no Sítio Buenos Aires, em Cascavel. Anteriormente o Sítio Buenos Aires pertencia a Pindoretama. 

O responsável pela produção é o agricultor Francisco Gleison Moura Freitas. Em conversa com o Ceará Leste, ele explicou que “é um produto que é feito de maneira artesanal porém com todos os cuidados necessários para uma produção boa e responsável porque o que nós alegra durante esses 18 anos de atividade é sempre manter a qualidade do produto para que chegue à mesa de nossos consumidores uma cajuína onde o sabor tenha o sabor da própria fruta.”

Sobre a composição da cajuína, enfatizou que o  “produto é só suco de caju e gelatina natural, não existe outra forma e nem outra química na nossa produção. É uma produção que nós conseguimos fazer por dia, em média de 500, 600 litros. Isso é o nosso máximo porque nós focamos na medida do sabor do produto. A gente tem o cuidado de sempre estar atento à produção no melhor sabor. Então é por isso que nós alcançamos esses objetivos.”

–  Fui premiado mas todo o Ceará ganha porque é uma história nossa é uma cultura nossa e nós estamos aqui pra somar né? Os demais que precisarem de ajuda, atenção, estou à disposição. Acrescentou que é produtor de Pindoretama o que “pra mim isso é motivo de muito orgulho”. 

A comercialização é feita pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado do Ceará (COOPAFESP), através do ponto de vendas situado em Pindoretama. A sede da cooperativa fica na rodovia CE 040, Km 39, localizada na localidade de Cajueiro do Ministro, em Aquiraz. 

Para Carmem do Vale, presidente da cooperativa, a conquista é resultado do esforço e dedicação de todos que compõem a cooperativa, além da parceria com o produtor e cooperado, Gleison Freitas. “Ser reconhecido a nível estadual e com certeza mais tarde nacional” é resultado da empreitada de todos que fazem a cooperativa, e o reconhecimento de todas as equipes técnica, comercial, financeira e até a logística.” Acrescentou que é uma triplica ação, compreende os municípios de Pindoretama, Cascavel e Aquiraz. 

Responsável pela orientação técnica, o engenheiro agrônomo Joniele Oliveira, demonstrou satisfação pela premiação e ressaltou o trabalho do agricultor Gleison Freitas, destacando o caminho que ele percorreu e as dificuldades que enfrentou até conquistar o prêmio. 

Iasmim Braga, nutricionista da cooperativa, exaltou a qualidade nutricional da cajuína, ressaltando que não tem açúcar, contém bastante ferro e pode substituir refrigerantes. Disse orientar sobre as boas práticas, desde a escolha do caju até a produção da cajuína. 

Detalhes da cajuína:


Origem:
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A cajuína tem raízes na cultura indígena, onde o suco de caju era consumido em rituais e como alimento. A “cauinagem”, como era chamada a prática indígena de consumir bebidas à base de caju, era um dos rituais mais importantes para essas comunidades.

Invenção de Rodolfo Teófilo:
O farmacêutico cearense Rodolfo Teófilo, no início do século XX, é considerado o criador da cajuína como a conhecemos atualmente.
Ele buscava uma alternativa à cachaça para combater o alcoolismo, e a cajuína se tornou uma bebida popular e substituta. Teófilo criou uma técnica de clarificação do suco de caju, que permitiu obter uma bebida mais limpa e agradável. 

Produção:
A cajuína é produzida a partir do suco do caju, que é clarificado e coado para remover o tanino.

Ingredientes:
A principal base da cajuína é o suco de caju, sem adição de açúcar, conservantes ou álcool.

Características:
A cajuína possui um sabor suave e uma cor dourada, sendo apreciada por sua frescura e refrescância.

Importância:
A cajuína é um símbolo da cultura piauiense, sendo consumida em celebrações e momentos especiais. A bebida também é bastante consumida no Ceará e em vários outros estados do país, inclusive foi tema de música do compositor baiano Caetano Veloso. 

Benefícios:
A cajuína é rica em vitaminas C e A, que auxiliam no sistema imunológico.

Consumo:
A cajuína é consumida gelada, sendo uma ótima opção para refrescar em dias quentes.

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