Startups, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa têm até 15 de julho para apresentar propostas inovadoras.
Os interessados podem concorrer aos desafios Inova Verde Fortaleza e Alimenta Fortaleza. As iniciativas marcam a etapa final do ciclo piloto do programa Conexões de Inovação Aberta Nordeste (Co.NE).
O projeto aproxima governos e ecossistemas de inovação para desenvolver soluções voltadas a problemas públicos.
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) realiza o Co.NE em parceria com grandes entidades. O grupo inclui a Enap, o BNB, o BID e o Impact Hub Brasil.
Os candidatos devem realizar as inscrições pelo link https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/cone.
Objetivos do inova verde e do alimenta Fortaleza
O desafio Inova Verde Fortaleza busca tecnologias e estratégias capazes de ampliar a cobertura vegetal da capital cearense.
As ações priorizam áreas mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. A iniciativa responde a um cenário crítico, pois a cidade perdeu 84% da cobertura vegetal nativa entre 2001 e 2017.
O desafio Alimenta Fortaleza procura soluções para reduzir a insegurança alimentar e o desperdício de comida.
A meta alinha-se diretamente com o programa Fortaleza Sem Fome. Atualmente, 34,2% dos domicílios da capital convivem com a fome, enquanto a Ceasa-CE, em Maracanaú, descarta 9,5 toneladas de alimentos diariamente.
As propostas para o setor de alimentos podem incluir modelos estruturados de doação e logística inteligente para redistribuição.
O programa aceita ferramentas de monitoramento de perdas. O objetivo principal busca transformar o desperdício em impacto social, econômico e ambiental positivo.
Seleção de projetos e recursos do contrato
Segundo o coordenador-geral de Articulação de Políticas da Sudene, Danilo Campelo, o programa demonstra o potencial da inovação aberta na região.
O gestor destaca que os desafios anteriores já receberam mais de 30 propostas. Assim, os municípios podem replicar muitas dessas soluções em outras cidades da área de atuação da autarquia.
Podem participar GovTechs, FinTechs, RetailTechs, pesquisadores e instituições de ciência e tecnologia.
Os avaliadores selecionarão até três propostas para a fase de aceleração técnica. Essa etapa antecede a contratação oficial por meio do Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI).
Os organizadores contratarão uma iniciativa de cada desafio por até 12 meses. O programa disponibilizará o valor de até R$ 100 mil para o desenvolvimento e validação da solução.
O recurso garantirá o suporte financeiro necessário para testar as tecnologias nas comunidades.







