quarta-feira, 10 de junho de 2026

Câmara de Vereadores de Cascavel tem noite de posses

Foto: Divulgação
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Com colaboração de José Marques

A noite desta terça-feira, 9/6, foi de posses e despedidas na Câmara Municipal de Cascavel. Foram empossados os novos vereadores Luciedson Freitas (União Brasil), Francisco do Balbino (PSDB) e Vieira do Tiquinho (PSB), em substituição aos três vereadores cassados pela Justiça Eleitoral.

 

 

A Câmara Municipal registrou ainda mais duas posses em sua composição. Em primeiro lugar, Priscila Lima (PRTB) retornou à Casa Legislativa, logo após deixar o cargo na Secretaria de Assistência Social do município.

Do mesmo modo, Márcio Rabelo (PC) assumiu oficialmente a cadeira em decorrência da morte do ex-vereador Júnior do Julio.

Por outro lado, uma reviravolta jurídica alterou a configuração do parlamento.

Isso porque, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 12/5/2026, a Justiça cassou os mandatos dos vereadores do partido Republicanos devido a uma fraude à cota de gênero.

Dessa forma, perderam os cargos os seguintes parlamentares:

  • Flávio Guilherme Freire Nojosa (Flávio Cascavelense);
  • Raimundo Gladson Oliveira Bezerra (Gleidson da Boa Água);
  • Paulo César de Souza Alexandre (Paulo da Judite).

Consequentemente, após essas modificações e afastamentos, a Câmara Municipal passa a contar agora com o total de 13 vereadores em pleno exercício.

 

Ruptura com a marginalização histórica

Segundo Paulo Paim, essa mudança viabilizará a fiscalização e a responsabilização de empregadores que pratiquem o trabalho escravo, especialmente em residências.

“Tais inovações reconhecem que a violência contra trabalhadores domésticos, sobretudo trabalhadoras, é frequentemente atravessada por relações de poder marcadas por gênero, classe e raça, exigindo respostas mais firmes e céleres do Estado”, afirmou o senador.

O parlamentar ressaltou que a medida fortalece significativamente a rede de garantias fundamentais da categoria.

Ao trazer essa dimensão de especial proteção, a proposta reforça o entendimento de que a sociedade deve assegurar a dignidade do trabalho doméstico com a mesma intensidade destinada a qualquer outra atividade, rompendo, portanto, com a tradição histórica de marginalização desse setor.

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