Por Ricardo Oliveira Ruiz*, especial para o Ceará Leste
A rigor, Serviços é a principal atividade econômica do Ceará (incluso seis municípios da Costa Leste cearense), segundo o Produto Interno Bruto dos Municípios 2020, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)/Órgãos Estaduais e a Série “Produto Interno Bruto Municipal Nº 06 – dezembro/2022”, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará-Ipece.
O PIB é a soma, em um ano, de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou município.
A reportada atividade econômica é apresentada, a preços correntes, com valores adicionados brutos pela Agropecuária, Indústria e Serviços, além da Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.
O PIB quanto aos municípios do Litoral Leste cearense:
No ano de 2020, Eusébio e Aquiraz figuram na 2ª e 4ª colocações entre os 10 municípios com maior PIB per capita no Ceará. O 1º lugar ficou com São Gonçalo do Amarante. O Eusébio ficou entre as 11 cidades que apresentaram participação com mais de 1% no PIB do Estado (64,4% do PIB estadual).
Na Agropecuária, Beberibe ocupa a 1ª posição com 3,7% do valor total desse setor no Estado (pecuária, aves, ovos, camarão e caju).
Importa registrar que, em 2002 e 2020, “Serviços” foi a principal atividade econômica do Ceará com 11.594.125 e 75.388.196, seguida da Administração (5.890.425 e 36.177.276), Indústria (5.671.628 e 25.084.342) e Agropecuária (1.885.081 e 9.508.982), respectivamente.
Em 2020, os municípios de Beberibe e Fortim tiveram a principal atividade econômica na Agropecuária e a Indústria, respectivamente.
No ano de 2002, a Indústria era o carro chefe da atividade econômica do Eusébio, Cascavel, Fortim e Icapuí; Serviços, de Aquiraz e Aracati; e Administração, de Pindoretama e Beberibe (quadro abaixo).
Registre-se que, 2.620 municípios (47,0%) tiveram a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social como a principal atividade econômica, em 2020. Nesse ano, os Estados do Acre, Roraima, Amapá e Paraíba ultrapassaram o percentual de 90,0%.
O valor adicionado bruto da Agropecuária é concentrado em 119 cidades, sendo 83 das regiões Centro-Oeste e Nordeste (69,7%), com a maior parte da produção de soja e cana-de-açúcar.
Na Indústria, o maior valor adicionado bruto é concentrado em 19 municípios (25% do valor nacional). É relevante registrar que, 2.730 cidades correspondem apenas por 1,0% da atividade econômica industrial.
O município de São Paulo é o maior gerador de riqueza do Brasil com fatia de 9,8% do PIB brasileiro, seguido do Rio de Janeiro (4,4%), Brasília (3,5%), Belo Horizonte (1,3%), Manaus (1,2%), Curitiba (1,2%), Osasco/SP (1,0%), Porto Alegre (1,0%), Guarulhos/SP (0,9%) e Campinas/SP (0,9%). Dez municípios detinham mais de 25,2% do PIB brasileiro.
Ademais, 82 municípios ricos concentravam metade do PIB brasileiro (49,9%); e os 100 mais ricos somavam 52,9% do PIB. O total de 1.275 cidades mais pobres respondeu por apenas 1,0% do PIB nacional.
Os maiores ganhos na participação do PIB foramcidades dos Estados do Pará (Parauapebas e Canaã dos Carajás), por conta da extração de minério de ferro; do Amazonas (Manaus), com a Zona Franca; e do Rio de Janeiro (Saquarema), com a extração de petróleo e gás.
O Produto Interno Bruto dos Municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101990_informativo.pdf, https://sidra.ibge.gov.br/tabela/5938#resultado, https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php e https://www.ipece.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/45/2022/12/PIB_Municipal_2020.pdf.
*Ricardo Oliveira Ruiz é professor aposentado do Instituto Federal do Ceará








