Os pescadores do Ceará retomam as atividades da economia do mar nesta sexta-feira (1º de maio), após o encerramento do período de defeso da lagosta.
A reabertura da pesca marca o início dos preparativos para o XVIII Festival da Lagosta, que ocorrerá entre 29 e 31 de maio na Praia de Redonda, em Icapuí.
O evento celebra a tradição gastronômica e cultural do litoral leste cearense. Dessa forma, a iniciativa busca valorizar a pesca legal e sustentável, garantindo a preservação da espécie e o sustento das comunidades litorâneas em 2026.
Impacto econômico e expectativas para Icapuí
A Associação GDTur projeta o consumo de aproximadamente 1.000 kg de lagosta apenas na Arena Gastronômica do festival.
Segundo a organização, o evento deve atrair cerca de 10 mil visitantes, impulsionando a ocupação hoteleira para patamares próximos a 100% em Icapuí e cidades vizinhas.
Portanto, a movimentação econômica estimada alcança R$ 1,5 milhão, beneficiando diretamente os setores de alimentação, transporte e comércio local. Inclusive, a realização do festival deve gerar cerca de 200 postos de trabalho temporários na região.
O público poderá desfrutar de uma programação diversificada que une música, artesanato e a culinária típica à beira-mar.
Chefs locais apresentarão pratos exclusivos na Arena Gastronômica, enquanto a feira de economia criativa exibirá o talento dos artesãos regionais.
A tradicional regata de jangadas reforçará a identidade e o orgulho da comunidade pesqueira de Redonda. Assim sendo, o festival consolida-se como um momento estratégico para o turismo e para o fortalecimento da cadeia produtiva da lagosta.
Liderança na produção e conservação da espécie
Quanto à sustentabilidade, o período de defeso (novembro a abril) protege o ciclo reprodutivo para garantir a reposição dos estoques pesqueiros.
Com o fim da restrição, toda a rede que envolve pescadores, beneficiadores e exportadores volta a operar plenamente no estado.
Vale ressaltar que o Ceará lidera a produção nacional de lagosta, totalizando cerca de 4,77 mil toneladas anuais.
Afinal, o estado destaca-se pela captura das espécies lagosta-vermelha (Panulirus argus) e lagosta-verde (Panulirus laevicauda), fundamentais para a pauta de exportações.
O sucesso do setor depende da fiscalização rigorosa e da parceria entre entidades públicas e privadas.
Nesse contexto, o XVIII Festival da Lagosta conta com o apoio do Sebrae, Fecomércio, Governo do Estado e Assembleia Legislativa.
O patrocínio de instituições como o Banco do Nordeste e o Instituto Agropolos viabiliza a infraestrutura necessária para o evento.
A união desses esforços garante que o Ceará permaneça como o principal polo lagosteiro do país, aliando lucro e preservação ambiental.
Logo, a retomada da pesca e a realização do festival simbolizam a pujança da economia azul no território cearense.
Nessa linha, a valorização da pesca artesanal garante que o desenvolvimento chegue diretamente às mãos das famílias de Icapuí.
O litoral leste prepara-se para um ciclo de prosperidade e celebração da sua maior riqueza marinha.
Assim, o Ceará encerra o mês de maio reafirmando seu protagonismo nacional na produção sustentável de lagostas em 2026.







