No Mês das Mães, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da bronquiolite em bebês.
O Sistema Único de Saúde (SUS) aplicou as doses gratuitamente, após ofertar a vacina de forma inédita em todo o país.
A imunização protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase que concentra o maior risco de complicações respiratórias.
No Ceará, as equipes de saúde aplicaram 49.440 doses em gestantes entre dezembro de 2025 e maio de 2026, atingindo uma cobertura vacinal de 91,7% no estado.
Fortalecimento do PNI
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil voltou a ser referência em vacinação.
Segundo ele, o país alcançou a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotou o negacionismo que enfraqueceu o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
O ministro destacou que a gestão reconstruiu o PNI em três anos e meio, incorporou novas vacinas e ampliou a proteção da população. Ele garantiu que o governo seguirá fortalecendo o SUS para ampliar o acesso à imunização.
Queda nas internações e óbitos
O avanço da vacinação já melhora os indicadores de saúde infantil.
De janeiro a abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, recuando de 6,8 mil para 3,2 mil casos.
Os óbitos também registraram uma queda expressiva de 63%, passando de 72 para 27 mortes. A rede pública incluiu a vacina em 2025, após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovar a recomendação técnica.
A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente porque a mesma vacina custa até R$ 1,5 mil na rede privada.
Distribuição e estratégia nacional
O Ministério da Saúde distribuiu 1,8 milhão de doses para proteger gestantes a partir da 28ª semana de gestação.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país aplicam as doses para garantir a proteção dos bebês antes do período de maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre abril e maio.
A vacina estimula a mãe a produzir anticorpos, que o bebê recebe ainda durante a gestação. Essa transferência garante uma proteção fundamental nos primeiros meses de vida, quando o recém-nascido está mais vulnerável.
Estudos clínicos demonstram que o imunizante tem 81,8% de eficácia na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.







