sábado, 18 de julho de 2026

Cearenses participam do 1º Congresso Brasileiro de Cordel, em Recife

Foto: Reprodução
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A cidade de Recife (PE) sediará, entre os dias 20 e 22 de março, o 1º Congresso Brasileiro de Cordel com a participação de destacados intelectuais cearenses.

A comitiva inclui a presidente da Academia Cearense de Cordel, Kênia Diógenes, acompanhada pelo jornalista Alberto Perdigão e pela professora Arusha Kelly de Oliveira.

Nesse sentido, os escritores optaram por uma viagem de automóvel para explorar cidades do percurso até a capital pernambucana. Dessa forma, a integração regional fortalece os laços culturais entre os estados do Ceará e Pernambuco antes mesmo do início das atividades oficiais.

 

Lançamentos literários e homenagens

Alberto Perdigão lançará durante o evento a obra “Belchior – A construção de um mito na literatura de cordel”. Segundo o autor, o livro analisa as diversas narrativas sobre a vida, a obra e a morte do icônico cantor cearense sob a ótica dos poetas populares.

Portanto, a obra contribui para a preservação da memória de Belchior através da métrica e da rima características do gênero. Inclusive, a professora Arusha Kelly apresentará seus títulos “O Cordel em Sala de Aula” e o romance “A História do Menino, do Cangaceiro e da Cidade”.

Além disso, as publicações de Arusha Kelly reforçam a importância pedagógica do cordel no ambiente acadêmico e escolar. Nessa linha, a autora segue o legado de seu pai, o jornalista Antonio José de Oliveira, ao promover o intercâmbio entre educação e cultura.

Os novos livros oferecem aos pesquisadores e educadores ferramentas práticas para a difusão da poesia popular nas salas de aula. Assim sendo, a produção literária cearense ganha vitrine nacional em um dos encontros mais relevantes para o setor em 2026.

 

Valorização do patrimônio imaterial

Os escritores ressaltam que o congresso é fundamental para valorizar uma manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN. De fato, o evento proporciona oportunidades ímpares para o diálogo entre cordelistas, xilógrafos e o público interessado na tradição nordestina.

Vale ressaltar que o fortalecimento dessa arte contribui diretamente para a consolidação da identidade brasileira no cenário global. Afinal, o cordel une a oralidade sertaneja à técnica literária de forma única e perene.

A realização deste primeiro congresso nacional estabelece um marco histórico para a preservação das raízes culturais do Nordeste.

 

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