O ex-ministro Ciro Gomes lançou oficialmente, neste sábado (16/5), sua pré-candidatura ao governo do Ceará pelo PSDB.
O político recusou o convite da legenda tucana para disputar a Presidência da República no pleito deste ano. Nesse sentido, durante o evento realizado em Fortaleza, o tucano concentrou seu discurso na crise da segurança pública e no combate às facções.
Ciro tenta retornar ao comando do Palácio da Abolição, edifício que governou entre 1991 e 1994 em sua primeira passagem pela sigla em 2026.
Articulação de alianças e proposta de chapa majoritária
O ex-ministro declarou publicamente a intenção de convidar o ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) para a vaga de vice-governador. Segundo Ciro, a composição da chapa depende do aval e do consenso das forças partidárias que sustentam o seu arco de alianças.
O ato político reuniu lideranças expressivas da oposição cearense, incluindo o ex-senador Tasso Jereissati e o ex-deputado Capitão Wagner. Inclusive, a presença da deputada Dayany Bittencourt reforçou o peso do União Brasil no palanque montado na capital.
O evento consolidou o apoio do PL estadual, mesmo após as críticas recentes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nessa linha, o deputado André Fernandes (PL-CE) ignorou os desgastes nacionais e compareceu ao lançamento ao lado de seu pai, Alcides Fernandes.
Ciro Gomes elogiou a trajetória do Pastor Alcides, indicando que aceitará com prazer a indicação do PL para a disputa ao Senado.
A costura política une antigos adversários locais sob a justificativa de construir uma frente ampla contra a atual gestão.
Rompimento com o PDT e o cenário político nacional
Quanto ao histórico partidário, Ciro retornou recentemente ao PSDB após passar 15 anos filiado aos quadros do PDT.
A mudança ocorreu após profundas divergências sobre a aproximação dos pedetistas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vale ressaltar que o pré-candidato tucano acumula a experiência de quatro disputas presidenciais, tendo obtido 3% dos votos válidos no pleito de 2022.
O racha com sua antiga base reorganizou as forças de oposição e abriu espaço para essa nova configuração partidária.
Por outro lado, o ex-ministro enfrentará o desafio de desbancar o atual governador Elmano de Freitas (PT), que tentará a reeleição.
O chefe do Executivo estadual conta com o apoio da máquina pública e o forte apadrinhamento do ministro Camilo Santana.
A eleição majoritária no Ceará desenha-se como um dos embates mais polarizados e estratégicos do cenário nordestino.
Analistas apontam que o debate sobre a violência urbana ditará o ritmo dos ataques e das propostas de governo nas próximas semanas.
O lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes reposiciona o PSDB como protagonista no xadrez político do estado em 2026.
A linha, a consolidação do palanque com o PL e o União Brasil impõe uma nova dinâmica de forças na disputa pelo eleitorado cearense. Os partidos aliados aceleram as convenções internas para homologar as candidaturas proporcionais e majoritárias até o prazo legal.
O Ceará inicia o ciclo eleitoral sob intensa movimentação de bastidores e com promessas de tolerância zero contra o crime organizado. Fonte: Agência Brasil.





