O empresário e advogado Marcos Tolentino disse à CPI da Pandemia, nesta terça-feira (14 de setembro), que mantém há muitos anos relação de “respeito e amizade” com o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e “nada mais que isso”. Ele informou também que esteve na CPI em julho passado para acompanhar o depoimento do parlamentar e o fez na condição de amigo, sem a intenção de afrontar a comissão.
Integrantes da CPI já sabiam que o empresário era ligado ao deputado, apontado por senadores como articulador de negociações sob suspeita de irregularidades. O nome de Barros foi apresentado à comissão pelo servidor público Luis Ricardo Miranda e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), quando denunciaram irregularidade e superfaturamento no contrato de compra da vacina indiana Covaxin, da Bharat Biotech. Os irmãos levaram a denúncia ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que então teria mencionado o nome de Ricardo Barros.
Requerimentos aprovado
A CPI aprovou requerimentos, apresentados pelo senador Humberto Costa (PT-PE), relacionados a pedidos de busca e apreensão criminal dos processos em desfavor do ex-governador Wilson Witzel. Os processos podem trazer informações para compreender se o esquema no governo do estado do Rio de Janeiro foi replicado nos Hospitais Federais do Rio de Janeiro.
Sem condições
Em entrevista a jornalistas, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a FIB Bank não tinha condições para avalizar o contrato de R$ 1,6 bilhão, envolvendo a empresa Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde, para a compra da vacina Covaxin. Agência Senado






