terça-feira, 7 de julho de 2026

Deputado propõe política de prevenção e combate à surdez de recém-nascidos e crianças no Ceará

A perda da audição está entre as deficiências mais comuns na população brasileira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estimativas indicam que, no País, existem mais de 15 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva, o que corresponde a pouco mais de 7% da população. Muitos desses casos, no entanto, poderiam ser identificados nos primeiros momentos da vida, ampliando o sucesso no tratamento da surdez.
A cada mil crianças que nascem, entre três e cinco já apresentam problemas auditivos. Nesse sentido, o deputado Audic Mota (PSB) está propondo o projeto de lei que dispõe sobre as diretrizes das políticas públicas na área da saúde quanto à prevenção e ao combate à surdez na infância e em recém-nascidos no Ceará. Entre as medidas, o Executivo deverá estabelecer Centros de Acolhimento e Tratamento, que poderão ser instalados nos hospitais públicos do Estado, visando à realização do Programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal (Tanu).

A finalidade dos centros é proporcionar um conjunto de ações, como: informação à população sobre os sintomas indicativos da ocorrência da doença; avaliação médica preventiva e precoce; avaliação de todo recém-nascido antes da alta médica hospitalar; exames médicos periódicos; intervenção precoce e tratamento; orientação aos pais e professores; acompanhamento audiológico e multidisciplinar; além de fornecimento de próteses auditivas necessárias à reabilitação de criança surda ou portadora de deficiência auditiva.

De acordo com o deputado Audic Mota, o Tanu tem como objetivo avaliar todos os recém-nascidos através de duas técnicas recomendadas: o potencial auditivo de tronco encefálico (Paete) e o exame de emissões otoacústicas evocadas (Eoae), métodos eletrofisiológicos que demonstram boa sensibilidade para a triagem auditiva.

“A preocupação com a audição não deve cessar ao nascimento, de modo que qualquer criança pode desenvolver uma perda auditiva progressiva ou ser de risco por alteração do processamento auditivo cerebral. A incidência de perda auditiva bilateral significante em neonatos saudáveis é estimada entre um e três neonatos em cada 1000 nascimentos e em cerca de dois a quatro por cento nos provenientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI)”, destaca. Fonte: Assembleia Legislativa-CE.

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