domingo, 19 de julho de 2026

Deputados do PL são alvos de operação da Polícia sobre cota parlamentar

Sóstenes, líder do PL, e Carlos Jordy, ex-líder da oposição na Câmara, são alvos da PF. Agência Câmara/Montagem Congresso em Foco
Sóstenes, líder do PL, e Carlos Jordy, ex-líder da oposição na Câmara, são alvos da PF. Agência Câmara/Montagem Congresso em Foco

 

A Operação Galho Fraco foi deflagrada pela Polícia Federal em 19 de dezembro, portanto, investiga um esquema de desvio de recursos públicos da cota parlamentar. Assim, o caso envolve diretamente os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ).

Segundo apurou o UOL, os agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil com Sóstenes, que é o líder do PL na Câmara. Assessores dos dois parlamentares também são alvos dos mandados.

Além disso, assessores dos dois parlamentares também foram alvos dos mandados. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Isto ocorreu por determinação do ministro Flávio Dino, do STF.

Em primeiro lugar, segundo a PF, o esquema consistia na atuação coordenada de agentes políticos, servidores comissionados e particulares para simular despesas inexistentes do mandato.

A saber, o método envolvia contratos falsos com locadoras de veículos para justificar o uso da cota parlamentar. Em seguida, após o pagamento dessas notas fraudulentas, os valores eram ocultados e, consequentemente, reintroduzidos no sistema financeiro, configurando indícios de lavagem de dinheiro. Além disso, a operação apura também a existência de uma organização criminosa.

O que é a cota parlamentar

Nesse sentido, é importante entender que a cota parlamentar é um benefício mensal custeado com recursos públicos para cobrir despesas ligadas ao mandato. Por exemplo, inclui passagens aéreas e aluguel de veículos. Entretanto, seu uso indevido pode configurar o crime de peculato.

A saber, a Operação Galho Fraco é um desdobramento da Operação Rent a Car. A fase anterior identificou indícios de que locadoras de veículos seriam fachadas para justificar gastos inexistentes. Portanto, a nova etapa busca aprofundar a identificação dos beneficiários finais e mapear o fluxo do dinheiro desviado.

Finalmente, a operação atinge diretamente a cúpula do PL na Câmara, uma vez que Sóstenes Cavalcante ocupa a liderança do partido, uma função de peso político. Desse modo, o caso amplia a pressão sobre a legenda.

Vale ressaltar que o partido reúne parlamentares próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro e tem protagonizado embates frequentes com o Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, os deputados citados não haviam se manifestado. A investigação, em suma, segue em curso no STF.  Fonte: Congresso em Foco.

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