A economia cearense encerrou 2025 com crescimento de 2,9%, acima da média nacional de 2,3%, consolidando uma trajetória consistente de expansão.
A análise integra a 1ª edição de 2026 do Boletim Trimestral do Observatório da Indústria Ceará (FIEC). Dessa forma, o centro de inteligência de dados aprofunda a leitura dos indicadores e evidencia os pilares que sustentam este ciclo ininterrupto de crescimento econômico.
Motores do crescimento e resiliência setorial
O Produto Interno Bruto (PIB) estadual avançou 2,3% apenas no quarto trimestre, impulsionado pelo setor de serviços (+3,1%) e pela indústria (+2,0%).
Segundo o Boletim, esses números refletem a resiliência cearense mesmo sob juros elevados e incertezas externas globais.
Portanto, o consumo das famílias e o dinamismo do mercado de trabalho atuaram como os principais motores da atividade econômica no período. Inclusive, o fortalecimento do mercado interno compensou as flutuações da demanda internacional em setores específicos.
A indústria operou sob restrições devido à manutenção da Taxa Selic em patamares elevados durante todo o ano de 2025.
Nessa linha, a produção física geral recuou 0,6%, acompanhando a tendência observada em toda a região Nordeste.
Consequentemente, segmentos como Produtos Químicos (+23,0%) e Metalurgia (+22,1%) destacaram-se positivamente, garantindo ganhos de valor agregado ao setor.
Assim sendo, setores tradicionais como Alimentos e Calçados também avançaram, sustentando a diversificação da pauta produtiva do estado.
Mercado de trabalho e comércio exterior
Quanto ao mercado de trabalho, o estado atingiu a menor taxa de desocupação da série histórica, fixada em 5,0% no quarto trimestre.
De fato, o rendimento médio real alcançou o maior patamar já registrado, ampliando significativamente o poder de compra das famílias cearenses.
Vale ressaltar que a formalização avançou com força na construção civil, indicando um aquecimento em segmentos intensivos em mão de obra.
O pleno emprego relativo gera um ciclo virtuoso de circulação de renda e estabilidade social.
Por outro lado, o comércio exterior cearense registrou um salto impressionante de 55,6% nas exportações em 2025. Nesse contexto, a diversificação de mercados permitiu que as empresas locais superassem as barreiras de um cenário internacional adverso.
A redução de 13,2% nas importações contribuiu para diminuir o déficit da balança comercial do estado.
A capacidade de adaptação do setor produtivo às novas demandas globais fortaleceu o posicionamento do Ceará como um player exportador relevante no Brasil.
Perspectivas e projeções para 2026
As expectativas para 2026 permanecem altamente favoráveis, com projeção de novo crescimento do PIB em 2,9%. Nessa linha, os sinais positivos no mercado de trabalho formal já se manifestam nos primeiros meses do ano corrente.
David Guimarães, especialista do Observatório, enfatiza que a expansão da renda e do crédito garantirá a continuidade do dinamismo econômico.
O Ceará mantém sua trajetória de crescimento sustentado, mesmo enfrentando a cautela imposta pelo ambiente macroeconômico global.








