O escritório de advocacia Barci de Moraes divulgou uma nota à imprensa nesta segunda-feira (9/3).
O documento detalha os serviços jurídicos prestados ao Banco Master. Nesse sentido, a banca informou que nunca conduziu nenhuma causa no Supremo Tribunal Federal (STF).
Dessa forma, o comunicado busca esclarecer a natureza da relação contratual com a instituição financeira.
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, comanda o escritório.
Os filhos do casal também integram o quadro de sócios da banca. Portanto, a transparência sobre as atividades profissionais da família torna-se um ponto central na nota.
O escritório reforça que sua atuação seguiu estritamente os parâmetros legais e éticos.
Contexto das explicações e operação policial
As explicações surgiram logo após o ministro Moraes negar o recebimento de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. Anteriormente, o dono do Master foi alvo da Operação Compliance Zero em novembro do ano passado.
Todavia, a perícia técnica já desmentiu qualquer contato direto entre o magistrado e o empresário. Consequentemente, o escritório detalhou seu cronograma de trabalho para afastar suspeitas de irregularidades.
De acordo com a nota, 15 advogados prestaram consultoria jurídica ao banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
Nesse período, a equipe produziu 36 pareceres e realizou 94 reuniões de trabalho.
Dessa maneira, o escritório justifica o volume de serviços prestados durante a vigência do contrato. Afinal, as demandas envolviam complexas análises de conformidade e gestão interna.
Escopo dos serviços e honorários
Por outro lado, os trabalhos focaram nas áreas de compliance e implementação do código de ética do Master.
A banca gerenciou as políticas internas da instituição financeira ao longo de quase dois anos. Embora os valores oficiais não tenham sido revelados, estimativas indicam um contrato de R$ 129 milhões.
Contudo, os pagamentos mensais cessaram após a liquidação do banco pelo Banco Central.
Por fim, o escritório Barci de Moraes ressaltou novamente que não atuou na Suprema Corte
“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF”, completou a nota.
A defesa técnica limitou-se a instâncias inferiores e consultorias privadas. Logo, a banca encerra o pronunciamento reafirmando a separação entre a vida profissional e a atuação do ministro.








