terça-feira, 21 de julho de 2026

Elmano de Freitas defende indústria como prioridade na política de incentivo fiscal do Estado

Fotos: Carlos Gibaja | Thiago Gaspar - Casa Civil
Fotos: Carlos Gibaja | Thiago Gaspar - Casa Civil

 

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, inaugurou a 1ª Feira da Indústria do Ceará nesta segunda-feira (9/3).

A solenidade ocorreu no Centro de Eventos, em Fortaleza, reunindo empresários, gestores e a sociedade civil. Nesse sentido, o chefe do executivo estadual classificou a indústria como um fator fundamental para a dignidade humana.

Dessa forma, o governo reforça o papel estratégico do setor na economia local.

 

Iniciativa e apoio institucional

Com efeito, a Federação das Indústrias do Ceará idealizou esta primeira edição histórica do evento. Inclusive, a organização espera atrair mais de 100 mil pessoas durante os dias 9 e 10 de março. Para tanto, o Governo do Ceará apoia diretamente a iniciativa através de órgãos estratégicos. Portanto, o estado mobilizou a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) para fortalecer a feira.

 

Integração do complexo do Pecém

Além disso, a gestão estadual incluiu o Complexo Industrial e Portuário do Pecém na rede de suporte institucional. Dessa maneira, a feira conecta os principais polos produtivos e logísticos do território cearense.

O evento fomenta novas parcerias e atrai investimentos estrangeiros para o setor. Logo, a união entre o poder público e a iniciativa privada garante o sucesso da programação.

“A feira é muito importante para nós, sociedade cearense, para o governo, empresários. Andar na feira é conhecer o Ceará, é oportunidade para jovens pensarem em projetos de vida. Queremos jovens que sonhem fazer uma indústria cada vez mais forte e inovadora ”, ressaltou o governador.

Ao destacar a força transformadora da indústria cearense, Elmano de Freitas defendeu que a política de incentivo do Estado é fundamental para apoiar o setor.

 

 

“A reforma tributária trouxe uma justiça maior na distribuição de impostos no Brasil, mas também um grande desafio para a indústria localizada fora do maior mercado consumidor, o Sudeste. Portanto, da nossa parte, vamos defender, após regulamentar a reforma tributária do Ceará, que a indústria é o setor prioritário de incentivo fiscal após a reforma tributária feita no Brasil. Vamos aproveitar toda a potência do Fundo de Desenvolvimento Regional”, explicou o governador.

Elmano de Freitas pontuou as vantagens do Ceará para a exportação. “Esse canto do mundo, que tem o privilégio de estar mais próximo à Europa e aos Estados Unidos, tem um dos portos mais modernos do Brasil e a Transnordestina, uma das mais modernas da América. Nós saberemos aproveitar essas oportunidades”, enfatizou.

Também presente no evento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçou o papel indutor do Estado. “Não podemos perder de vista que os fundos devem ser usados para reter a qualificação da mão de obra, as vantagens competitivas inerentes de cada região e, mais do que isso, compensar as desvantagens competitivas que nós temos em relação aos centros consumidores do país”, acrescentou.

Para o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, o diálogo entre poder público e o setor produtivo, a infraestrutura atrativa, entre outros fatores, consolidam o Ceará como um território favorável a investimentos que impulsionam resultados. “Hoje, 82,6% de tudo que o Ceará exporta vem da indústria. O setor responde por cerca de 390 mil empregos formais diretos no Ceará”, citou.

A Feira da Indústria do Ceará (FIC) é realmente um marco para o estado, transformando a percepção técnica da manufatura em algo palpável e conectado ao cotidiano. É fascinante ver como um único evento consegue sintetizar a complexidade de 39 setores, mostrando que a indústria não é apenas “fábrica”, mas o motor por trás da inovação e da qualidade de vida.

 

O impacto da FIC no ecossistema cearense
  • Vitrine de Diversidade: Ao reunir 39 setores, o evento evidencia a força do Ceará em áreas que vão desde a moda e alimentos até a transição energética (como o Hidrogênio Verde).

  • Integração com a Sociedade: O evento quebra a barreira entre o “chão de fábrica” e o consumidor final, humanizando a tecnologia e os processos produtivos.

  • Networking e Negócios: Além da exposição, a feira é um polo de geração de valor, conectando pequenos produtores a grandes cadeias de suprimentos.

 

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