O professor e ex-secretário de Educação de Cascavel, Cleiton Silva, lançará em breve o livro “Feira de São Bento de Cascavel, a maior expressão da vocação cascavelense”. O livro propõe apresentar os percursos originário, histórico, temporal, socioeconômico, político e artístico-cultural “deste elemento” que traduz a identidade do que seja ser cascavelense.
Conta o escritor que para erguer “este empreendimento”, se fez necessário realizar “imersão ao universo sobre o qual está assentada a feira livre de comércio popular da cidade de Cascavel, no Ceará”. Contar sua história a partir de uma perspectiva plural, “vai ao encontro à motivação original deste trabalho investigativo, que é contribuir para a preservação memorial deste valoroso patrimônio imaterial circunscrito geograficamente nesta longeva cidade cearense, mas que alcança abrangência regional e nacional’.
– Investigar as origens, características, assim como tudo quanto a compreende e corrobora para delinear e traçar o perfil da Feira de São Bento é, seguramente, uma dupla investida, uma vez que conduz à mesma origem: Cascavel e ao elemento identitário que a define, o ser cascavelense, pontua o professor.
Didaticamente, o trabalho está estruturado em três partes. A primeira visa abordar o conjunto de elementos que contribuíram para o nascedouro e formação desta relevante feira de comércio de rua cearense. A segunda, por sua vez, ocupa-se em apresentar a complexa, diversa e convergente composição da feira livre de Cascavel. A terceira, por fim, versa sobre os períodos recentes e as decorrentes mudanças e adaptações por que passou a Feira de São Bento.
Para o alcance do que se propôs o projeto, metodologicamente, explica Cleiton Silva, foram desenvolvidas: entrevistas com feirantes, permissionários de mercados públicos, servidores públicos que atuaram e atuam no âmbito da feira livre de Cascavel, autoridades da administração pública municipal/Secretários, artistas populares, familiares de feirantes, comerciantes, memorialistas, historiadores locais, técnicos de áreas relacionadas a atividades praticadas na feira, educadores/professores. “Soma-se a este rol anterior, consultas bibliográficas à literatura especializada, sítios eletrônicos diversos e especializados, e instituições públicas e privadas”.
APRESENTAÇÃO
Para o escritor “o presente trabalho é, simultaneamente, a concretização de um projeto: retratar a partir dos mais variados olhares, nuances e aspectos, despido de quaisquer preconceitos, o diverso, plural e rico universo da Feira Livre de Cascavel (a Feira de São Bento), bem como o cumprimento de um dever enquanto cascavelense: registrar e expor o que, ao longo do tempo, tem contribuído para transformar a tímida “feira dos gêneros”(sic) do “Sítio Cascavel”, lá, ao final do século XVII, na efervescente e vigorosa Feira de São Bento de Cascavel/CE.”
Imbuídos na preservação das memórias da cidade e do município de Cascavel, Cleiton Silva se associou a Airton Dias de Sousa, Antônio Manuel de Sousa (o Barão), Evânio Reis Bessa, Francisco de Sena Rodrigues (o “Cici” ou “Franci”), José Cleiton Loureiro, José Nelson Bessa Maia, Kyko Barros, Maria das Graças Abel Cavalcante da Silva, Milson Almeida, Osvaldo Benício Sampaio, Regiane Costa e tantos outros, inclusive, anônimos, “todos empenhados, de alguma maneira, na construção do memorial imaterial de Cascavel e buscando responder a uma importante questão, parafraseando Moreira: “Quem irá contar, amanhã, a História (sic) dos vendedores ambulantes, das figuras humanas, as exóticas e as comuns […]” da feira livre de Cascavel/?
O objetivo é apresentar a trajetória da feira livre de comércio popular e de rua da cidade de Cascavel desde a fundação do município (25 de fevereiro de 1694) até os dias atuais (2025) com vistas a preservar tudo quanto compreende a constituição e construção da Feira de Cascavel/CE ou, simplesmente, da Feira de São Bento.
Com o livro, o professor deseja “contribuir para o fortalecimento da identidade da Feira de São Bento, bem como de trazer ao conhecimento público e preservar de alguma maneira suas memórias, o que demandou tempo, esforço, dedicação, inspiração e transpiração, entrevistas e muitas pesquisas, apresentamos aos leitores em geral e, em particular, aos cascavelenses”.








