quarta-feira, 17 de junho de 2026

Supremo condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

A decisão cabe recurso - Foto; Lula Marques/Agência Brasil
A decisão cabe recurso - Foto; Lula Marques/Agência Brasil

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16/6), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão.

O réu cumprirá a pena em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Contudo, a defesa ainda pode recorrer da decisão colegiada.

Os ministros condenaram o ex-parlamentar a oito anos de inelegibilidade política. O plenário da turma determinou também a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal que o réu ocupava.

Os magistrados puniram severamente as ações do acusado contra o Estado brasileiro.

 

Unanimidade e motivações dos crimes

Por unanimidade, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

O governo norte-americano adotou outras medidas restritivas com o mesmo objetivo. As ações incluíram a revogação de vistos de ministros da Corte e a aplicação das sanções da Lei Magnitsky.

 

Situação do réu no exterior

O ex-deputado reside nos Estados Unidos desde o ano passado. Dessa forma, a Câmara dos Deputados já havia cassado o seu mandato parlamentar por causa do excesso de faltas.

Na prática, o político não deve cumprir a pena de prisão enquanto permanecer no território americano. Afinal de contas, o ex-parlamentar atua como um aliado político muito próximo do presidente Donald Trump.

O governo norte-americano dificilmente cumprirá a notificação internacional enviada pelas autoridades brasileiras para o início da execução da pena. Fonte: Agência Brasil.

 

 

 

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