sábado, 18 de julho de 2026

Governo dos EUA propõe nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Taxa poderá entrar em vigor a partir de 15 de julho - Imagem gerada por IA
Taxa poderá entrar em vigor a partir de 15 de julho - Imagem gerada por IA

 

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou uma nova medida econômica. O país poderá taxar as importações brasileiras com uma tarifa punitiva de 25%.

De acordo com o comunicado, algumas práticas do Brasil seriam desleais. Dentre os problemas citados, destacam-se o comércio digital e também o desmatamento ilegal.

Contudo, o governo americano excluiu alguns itens da nova tarifa. Produtos como carne bovina, café, terras raras, metais e peças de aeronaves ficaram de fora. Essa nova taxa poderá entrar em vigor no dia 15 de julho.

relatório final da investigação prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Com efeito, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu o processo em julho de 2025. O órgão concluiu a análise recentemente.

Segundo o relatório, as políticas brasileiras são irrazoáveis. Além disso, o documento afirma que tais práticas oneram ou restringem o comércio norte-americano.

Por isso, o relatório final prevê a imposição de tarifas ou outras restrições. Com base nisso, o representante dos EUA propôs a taxa de 25%.

Essa sobretaxa deve incidir sobre quase todos os bens do Brasil. Todavia, a punição com a taxação extra prevê algumas exceções importantes para o mercado.

O governo americano poupou produtos que poderiam causar disrupções na economia. Afinal, uma taxação total geraria um impacto negativo em toda a cadeia produtiva.

Do mesmo modo, os EUA protegeram determinados insumos escassos. São itens que os produtores locais não conseguem cultivar ou produzir em quantidades suficientes.

Dentre as exceções, destacam-se as frutas e as nozes. Igualmente, o petróleo bruto, os derivados, os compostos farmacêuticos, os produtos químicos e os fertilizantes continuam isentos.

Por fim, a lista de isenções inclui a carne bovina e o café. As terras raras, minérios e peças de aeronaves brasileiras também escaparam da cobrança.

 

Seção 301 da Lei de Comércio

decisão do USTR foi anunciada na noite desta segunda-feira (1º/6) e tem por base termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974.

A investigação atual avaliou detalhadamente as práticas brasileiras na área do comércio digital.

Além disso, a análise fiscalizou os serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix. O órgão também investigou a concessão de tarifas preferenciais no país.

Outros pontos avaliados foram a proteção da propriedade intelectual e o combate à corrupção. O mercado de etanol e o desmatamento ilegal também entraram na mira.

Dessa forma, o USTR afirma que esses pontos causam prejuízos severos. As práticas brasileiras afetariam diretamente as empresas e as exportações dos EUA.

Como consequência imediata, o governo americano abriu uma consulta pública. O objetivo dessa ação é debater possíveis medidas corretivas sobre o tema. Fonte: Agência Brasil.

 

 

 

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