O governo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/4), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. O texto propõe um salário mínimo de R$ 1.717 para o próximo ano, representando um aumento nominal de 5,92%.
O novo valor reflete a aplicação das regras de reajuste que combinam a inflação com o crescimento econômico recente.
A fórmula de cálculo utiliza a projeção de 3,06% do INPC somada ao crescimento do PIB de 2025. No entanto, o pacote de corte de gastos aprovado em 2024 impôs novos limites através do arcabouço fiscal.
Portanto, o aumento real fica restrito ao teto de 2,5% acima da inflação, garantindo que o reajuste do piso salarial não comprometa as metas de responsabilidade fiscal do país.
Projeções plurianuais e regras de reajuste
O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.
Essas previsões auxiliam o planejamento orçamentário de estados e municípios, embora passem por revisões anuais obrigatórias. Atualmente, a política de valorização busca recuperar o poder de compra do trabalhador sem desestabilizar as contas públicas federais.
Posteriormente, o Legislativo analisará as metas fiscais e as prioridades de gastos elencadas no PLDO. Caso o crescimento do PIB em 2025 supere o limite de 2,5%, a regra do arcabouço travará o excedente para controlar as despesas obrigatórias.
O governo reforça que a manutenção dessa fórmula é essencial para a previsibilidade econômica e social do Brasil nos próximos anos.
O Congresso Nacional tem até o final do semestre legislativo para votar e aprovar as diretrizes orçamentárias. A definição do valor exato ocorre apenas no final do ano, após a consolidação dos dados oficiais da inflação de novembro.
O governo federal busca equilibrar o compromisso social da valorização do salário com a sustentabilidade financeira do Estado em 2026. Fonte: Agência Brasil.







