domingo, 19 de julho de 2026

Icapuí tem a maior taxa de informalidade no mercado de trabalho da costa leste do Ceará; Eusébio, a menor

Icapuí (21.433 habitantes) tem a maior taxa de informalidade (66,6%) - Foto: Ilustração
Icapuí (21.433 habitantes) tem a maior taxa de informalidade (66,6%) - Foto: Ilustração

 

Por Ricardo Oliveira Ruiz*, especial para o Ceará Leste

Com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará lançou na sexta-feira (22/5) o “Ipece Informe Nº 285 – Maio/2026: Análise das Condições Sociodemográficas e da Distribuição Espacial da Informalidade no Mercado de Trabalho Cearense”.

Com dados do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua e Censo Demográfico 2022), o estudo dispõe sobre a taxa de informalidade no mercado de trabalho no Estado do Ceará com relação ao Brasil e ao Nordeste e sobre os 184 municípios cearenses.

O estudo mostra (gráficos) a taxa deinformalidade no mercado de trabalho do Estado do Ceará por faixa etária de 2019 e 2025; e no Brasil, Nordeste e Ceará, a taxa de informalidade de 2016 a 2025, é de 2019 a 2025 com relação a gênero, raça/cor e nível de instrução.

No Ceará, a informalidade atinge mais da metade dos trabalhadores quando recai,principalmente, sobre os jovens e pessoas idosas, do sexo masculino, pretos e partos, bem como sobre pessoas de baixa escolaridade.

A informalidade no Ceará, ademais, atinge mais da metade da população de 91% das cidades. O município de Salitre (16.633 habitantes) concentra a maior taxa com 88,2%; o Eusébio (74.170 habitantes), a menor com 33,3%. A capital Fortaleza (2.428.708 habitantes) com 40,4%.

No âmbito dos municípios do Litoral Leste cearense, Icapuí (21.433 habitantes) com a maior taxa de informalidade total (66,6%), seguido de Beberibe (53.114 habitantes) com 64,6%; Fortim (17.294 habitantes) com 60,9%; Cascavel (72.720 habitantes) com 58,0%;

Na sequência aparece o Aracati (75.113 habitantes) com 56,9%; Pindoretama (23.391 habitantes) com 53,3%; Aquiraz (80.645 habitantes) com 50,6%; e o Eusébio com a taxa acima reportada.

Quanto aos trabalhadores sem carteira de trabalho assinada com trabalho doméstico (inclusive diarista), Cascavel concentra a maior taxa de informalidade com 25,8%, seguido de Beberibe com 25,4%; Fortim com 24,3%; Icapuí com 22,1%; Aracati com 17,2%; Aquiraz com 16,1%; Pindoretama com 14,4%; e o Eusébio com 11,1%.

Pindoretama e Icapuí têm a maior taxa de informalidade com relação aos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada com 5,5%; seguido de Aquiraz com 2,5%; Beberibe com 4,7%; Fortim com 4,4%; Eusébio com 4,2%; Aracati com 3,0%; e Cascavel com 2,7%.

No setor público (não estatutário), Fortim lidera com 6,1% de empregados sem carteira de trabalho assinada, seguido de Aracati e Icapuí com 4,9%; Pindoretama com 4,5%; Cascavel com 4,4%; Beberibe com 3,4%; Eusébio com 3,3%; e Aquiraz com 2,5%.

A cidade do Eusébio ocupa o primeiro lugar (0,8%) com relação aos empregados de empresas estatais sem carteira de trabalho assinado, seguida de Pindoretama com 0,4%; Cascavel, Beberibe e Aracati com 0,2%; e Aquiraz, Fortim e Icapuí com 0,1%.

Com relação em empregador sem CNPJ, a primeira posição encontra-se com o Icapuí (1,3%), seguido de Pindoretama com 0,8%; Fortim com 0,7%; Eusébio, Cascavel, Beberibe e Aracati com 0,5%; e Aquiraz com 0,4%.

Icapuí lidera com 32,4% sobre o trabalhador por conta própria sem CNPJ, seguido de Aracati com 29,4%; Beberibe com 29,1%; Pindoretama com 27,4%; Aquiraz com 25,6%; Fortim com 24,5%; Cascavel com 23,5%; e o Eusébio com 12,9%.

Com percentual de 2,0%, Aracati ocupa o primeiro lugar quanto ao trabalhador familiar auxiliar,seguido de Beberibe com 1,3%; Cascavel com 1,0%; Aquiraz com 0,9%; Fortim com 0,8%; Eusébio com 0,5%; Pindoretama com 0,4%; e Icapuí com 0,3%.

*Ricardo Oliveira Ruiz, filho da floresta nascido em Manaus/AM, é professor aposentado do Instituto Federal do Ceará e colaborador do Ceará Leste.

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