quinta-feira, 4 de junho de 2026

Justiça inicia segundo julgamento do caso Curió com oito novos réus

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por meio da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, deu início à segunda sessão de julgamento do caso conhecido como “Chacina do Curió”. Desta vez, oito policiais militares serão julgados pelo corpo de jurados. A sessão está sendo conduzida pelo colegiado formado pelos juízes Marcos Aurélio Marques Nogueira (presidente do colegiado e titular da 1ª Vara Júri), Adriana da Cruz Dantas (17ª Vara Criminal) e Sílvio Pinto Falcão Filho (1ª Vara Criminal).

A abertura dos trabalhos ocorreu às 9h desta terça-feira (29/08), no Fórum Clóvis Beviláquia, com o sorteio dos sete jurados que vão decidir a causa. Em seguida, o colegiado fez a leitura da denúncia contra os policiais. Ao longo do dia, também foram realizadas oitivas de duas vítimas. Na manhã desta quarta-feira (30) terá prosseguimento com os depoimentos de outras duas vítimas.

O PROCESSO

O processo possui mais de 13 mil páginas e foi desmembrado em três para dar mais agilidade aos julgamentos. Após diversos recursos, atualmente, o processo possui 30 réus que respondem pelos crimes ocorridos em novembro de 2015 na Região da Grande Messejana. Os episódios deixaram 11 pessoas mortas, três vítimas de tentativa de homicídio e outras quatro de tortura.

DATA MARCADA

O terceiro julgamento já tem data marcada e acontecerá no próximo dia 12 de setembro, às 9h, no Fórum Clóvis Beviláqua. Outros oito novos réus também serão submetidos a julgamento. Desta forma, em menos de um mês, 16 acusados do caso serão julgados pela Justiça cearense.

PRIMEIRO JÚRI

No primeiro julgamento, que teve início em 20 de junho, o Conselho de Sentença da 1ª Vara do Júri de Fortaleza considerou os réus Antônio José de Abreu Vidal Filho, Marcus Vinícius Sousa da Costa, Wellington Veras Chagas e Ideraldo Amâncio culpados. Cada um deles foi condenado à pena de 275 anos e 11 meses de prisão em regime inicialmente fechado. De forma integral, foi aplicada aos quatro réus sentença de 1.103 anos e oito meses de reclusão. A sessão entrou pelo sexto dia e se encerrou após 63 horas e 20 minutos de trabalho. Com informações do TJCE.

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