O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (19/3), que Dario Durigan assumirá o comando do Ministério da Fazenda.
O anúncio ocorreu de forma informal durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo. Nesse sentido, Durigan substituirá Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar as próximas eleições de 2026.
Dessa forma, o governo federal sinaliza uma transição de continuidade na agenda econômica e fiscal do país.
Balanço da gestão Haddad e sucessão
O presidente Lula elogiou a trajetória de Haddad, classificando-o como o ministro mais exitoso da história recente por aprovar a Reforma Tributária.
Segundo o presidente, o ex-ministro encerra um ciclo de três anos marcado pela correção de distorções fiscais e pelo crescimento com inclusão. Portanto, a escolha de Durigan, atual secretário executivo da pasta, visa manter a articulação política com o Congresso Nacional.
A saída oficial de Haddad coincide com a expectativa do anúncio de sua pré-candidatura ao governo paulista em São Bernardo do Campo.
Além disso, o ex-ministro destacou que a reconstrução do pacto federativo foi fundamental para a melhora dos indicadores econômicos. Nessa linha, Haddad citou a ampliação da isenção do Imposto de Renda e a tributação de rendas altas como legados de sua gestão.
O novo titular recebe uma equipe econômica alinhada com as metas de investimento público e responsabilidade fiscal. Assim sendo, Durigan assume o desafio de consolidar os resultados obtidos e avançar nas pautas de arrecadação e justiça tributária.
Perfil e trajetória do novo ministro
Por outro lado, a biografia de Dario Durigan revela uma sólida experiência tanto no setor público quanto no privado. De fato, antes de retornar ao governo em 2023, o novo ministro atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp na Meta Platforms.
Vale ressaltar que ele possui mestrado pela UnB e já integrou a equipe jurídica da Casa Civil e da Advocacia-Geral da União (AGU). Afinal, sua proximidade com Haddad vem desde a Prefeitura de São Paulo, onde atuou como assessor especial entre 2015 e 2016.
Logo, a nomeação de Durigan garante ao mercado financeiro e à classe política a manutenção das diretrizes econômicas vigentes.







