Na noite desta terça-feira (23/8), Ciro Gomes (PDT) foi o entrevistado do Jornal Nacional da TV Globo. Diferentemente de outros momentos, o candidato manteve a calma durante toda a sabatina, sem ataques diretos aos concorrentes que estão à frente nas pesquisas: Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O candidato chegou a dizer que poderia rever a forma como se refere aos concorrentes. As informações são da jornalista Anita Efraim, do Yahoo Notícias.
Apesar de ter feito críticas pontuais aos oponentes, Ciro Gomes não levantou a voz nem usou termos ofensivos. Por outro lado, citou a Venezuela para cutucar o PT, estratégia similar a dos bolsonaristas, e chamou o atual presidente de genocida.
Ao longo da entrevista, o pedetista apresentou propostas relacionadas a temas como economia, educação, desmatamento e apresentou diversos números para basear as promessas de campanha. Ciro mostrou inclusive o livro que escreveu, onde aprofunda as propostas para o Brasil.
A seriedade da entrevista foi inegável, no entanto, Ciro Gomes falou para poucos. Em ritmo acelerado e com palavras difíceis, o candidato do PDT teve dificuldade de prender a atenção do eleitor. Até palavras em inglês foram usadas pelo pedetista no telejornal de maior audiência do país.
Ciro Gomes deu poucas explicações sobre uma das características mais marcantes da campanha que faz em 2022: o isolamento. Sem alianças e com uma vice do mesmo partido, o candidato negou que faria alianças com o Centrão e falou em governar por meio de plebiscitos, usando o Reino Unido como exemplo.
Ao se dirigir aos eleitores, o candidato pediu uma chance e se colocou como uma opção aos que votam em Bolsonaro para evitar a volta de Lula e aos que votam no petista porque não querem a reeleição do atual presidente.







