O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará (Coepa) reconheceu o Ofício das Rendeiras de Bilro como Patrimônio Imaterial.
O órgão inaugurou o Livro de Saberes do Patrimônio Imaterial do Ceará. Essa lista registra conhecimentos tradicionais enraizados no cotidiano das comunidades.
A aprovação unânime ocorreu nesta quarta-feira (3/6), durante a segunda reunião extraordinária da entidade.
Na ocasião, os técnicos da Célula de Patrimônio Cultural Imaterial (Cepaima) apresentaram o dossiê conclusivo sobre a técnica artesanal. Além disso, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibiu um documentário especial sobre as mestras rendeiras.
Atualmente, o Estado já considera essas artesãs como Tesouros Vivos do Ceará.
Articulação institucional e ações de salvaguarda
A secretária da Cultura do Ceará, Gecíola Fonseca, presidiu a reunião e elogiou o resultado do inventário.
Segundo a gestora, as próprias artesãs participaram ativamente do processo. Elas sugeriram estratégias importantes para salvaguardar a atividade.
Por causa do valor cultural, os conselheiros propuseram enviar o dossiê ao Iphan. O objetivo é registrar o saber-fazer cearense como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
De acordo com a historiadora Cristina Holanda, a Central do Artesanato (Ceart) também apoiou os estudos. A instituição forneceu dados cadastrais e ajudou nas entrevistas com as rendeiras.
Com o intuito de ampliar o debate, a Secult realizou um seminário em fevereiro, no Centro de Design do Ceará – Kuya.
Esse evento reuniu artesãs, designers e pesquisadores para discutir o futuro do setor. Por fim, a Secult diagramará o documento final para publicá-lo em seu site oficial.






