domingo, 19 de julho de 2026

Polícia Federal indicia deputado Júnior Mano por esquema de venda de emendas

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

 

A Polícia Federal desarticulou um esquema de comercialização de emendas parlamentares que tratava o pagamento de propina como um “imposto” interno.

Primordialmente, o relatório enviado ao STF aponta o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) como um dos líderes da organização criminosa, informa Carlos Madeiro, do UOL.

Nesse sentido, as investigações revelam que o grupo movimentou cerca de R$ 800 milhões em recursos públicos entre 2020 e 2025.

Dessa forma, a PF busca estancar o desvio de verbas que deveriam financiar serviços essenciais nos municípios cearenses.

 

Movimentação financeira e indiciamento

Com efeito, empresas ligadas ao esquema registraram receitas de R$ 455,5 milhões apenas nos últimos dois anos. Segundo a PF, o grupo operava um suposto caixa dois estimado em R$ 54,6 milhões para irrigar atividades ilícitas.

Portanto, o parlamentar responderá pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica.

Inclusive, Júnior Mano nega as irregularidades e classifica a investigação como um vazamento de motivação política para prejudicar sua pré-candidatura ao Senado.

A investigação começou em 2024 após denúncia da ex-prefeita de Canindé, Maria do Rozário, que relatou ameaças sofridas. O depoimento da ex-gestora detalhou que o grupo exigia a devolução de até 15% dos valores das emendas parlamentares.

O esquema garantia o retorno financeiro aos líderes mediante o compromisso de prefeitos beneficiados. Assim sendo, o Ministério Público e a PF aprofundam a análise de contratos municipais para identificar todos os envolvidos na fraude.

 

Liderança e foragidos do esquema

Por outro lado, a Polícia Federal aponta o empresário Carlos Alberto Queiroz Pereira (Bebeto do Choró) como articulador central ao lado do deputado.

De fato, Bebeto venceu a eleição para a prefeitura de Choró em 2024, mas sofreu cassação antes mesmo de assumir o cargo. Vale ressaltar que o empresário encontra-se foragido desde dezembro de 2025, dificultando o avanço de certas diligências.

Afinal, a conexão entre o poder político e empresas de fachada permitia a ocultação sistemática do patrimônio desviado.

Logo, o desdobramento judicial no STF definirá o futuro político dos indiciados e a recuperação dos valores subtraídos.

 

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