O município de Turilândia, no Maranhão, enfrenta uma crise institucional sem precedentes. A princípio, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) investiga o prefeito, o vice, a primeira-dama e quase a totalidade da Câmara Municipal por integrarem uma organização criminosa. De acordo com as investigações, o esquema desviou mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
Prisões e Rendições
Após dias de buscas, os principais líderes do Executivo entregaram-se à polícia em São Luís. Nesse sentido, a Justiça manteve as prisões dos seguintes envolvidos:
Paulo Curió (União Brasil): Prefeito da cidade (ficou dois dias foragido).
Eva Curió: Primeira-dama do município.
Janaina Lima e Marlon Serrão: Ex-vice-prefeita e seu marido.
Wandson Jhonathan Barros: Contador da prefeitura.
Além disso, cinco vereadores que estavam foragidos apresentaram-se nesta quinta-feira (25). Vale ressaltar que todos os 11 titulares da Câmara Municipal de Turilândia são suspeitos de corrupção, além de nove suplentes que também estão sob investigação.
Vacância no Poder e Comando Interino
Com efeito, a prisão da cúpula política gerou um vácuo no comando da cidade. Dessa forma, a Justiça autorizou uma sucessão atípica:
Assunção Interina: O presidente da Câmara, José Luis Araújo (União Brasil), assumiu a prefeitura. Condição Especial: O novo prefeito interino exerce o cargo enquanto cumpre prisão domiciliar, também por determinação judicial.
Portanto, a cidade vive um cenário de instabilidade jurídica e administrativa. Afinal, o MPMA continua as diligências para desarticular completamente a rede de desvios e identificar o destino final dos recursos subtraídos.

Desvio milionário em cidade do Maranhão
A Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão (MPMA), revelou detalhes profundos sobre como funcionava a rede de corrupção na prefeitura de Turilândia. Em suma, o grupo é acusado de fraudar licitações e desviar recursos públicos, com um prejuízo que atinge especialmente as áreas mais sensíveis: Saúde e Assistência Social, onde o rombo soma R$ 43 milhões.
As investigações apontam que o esquema era liderado pelo prefeito Paulo Curió, com apoio direto da atual vice-prefeita, Tânia Mendes, e da ex-vice, Janaína Lima. O método utilizado para o desvio seguia um fluxo planejado:
Notas Fiscais Frias: Empresas de fachada ou ligadas ao grupo emitiam notas por serviços nunca realizados.
Pagamento e Devolução: A prefeitura pagava as notas; em seguida, as empresas devolviam a maior parte do dinheiro para contas indicadas pelo contador Wandson Barros.
Comissão: Os operadores do esquema recebiam uma “taxa” que variava entre 10% e 15% dos valores movimentados.
Casos Emblemáticos e Vendas de Notas
O MP detalhou situações que demonstram a escala da fraude no município:
Posto de Combustível: Um estabelecimento pertencente à ex-vice-prefeita Janaína Lima e seu marido recebeu R$ 17 milhões em três anos por abastecimentos que jamais ocorreram.
Venda de Notas Falsas: A vice-prefeita Tânia Mendes e seu marido, Ilan Alfredo Mendes, são suspeitos de receber valores diretamente de empresas contratadas pelo município, frutos de vendas de notas fiscais fraudulentas.
Influência Política: Tânia teria ingressado na chapa eleitoral para garantir a influência de seu tio, Marlon Serrão, que possuía forte ligação com o prefeito.
Crimes e Alcance da Operação
Os envolvidos respondem por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades abrangem o período de 2021 a 2025.
Nesta semana, a força-tarefa mobilizou uma estrutura massiva para cumprir as ordens judiciais:
51 mandados de busca e apreensão em cidades como São Luís, Pinheiro e Barreirinhas.
21 mandados de prisão efetuados em diversos municípios maranhenses.
Origem: A ação é um desdobramento direto de uma investigação iniciada pelo Gaeco em fevereiro deste ano.
Dessa forma, o cenário político de Turilândia segue sob intervenção judicial. Afinal, o afastamento e prisão de quase toda a linha sucessória e do legislativo trava a gestão municipal. As defesas de Paulo e Eva Curió ainda não apresentaram manifestação oficial sobre as acusações. Fonte: Portal de notícias ICL.








