quarta-feira, 24 de junho de 2026

Prefeitura de Fortim diz que está cooperando com a Polícia Federal

A PF também esteve nos municípios vizinhos de Aracati e Beberibe - Foto: Aquivo/PF
A PF também esteve nos municípios vizinhos de Aracati e Beberibe - Foto: Aquivo/PF

 

Em nota publicada nesta terça-feira, 23/6, no site oficial, a Prefeitura de Fortim falou da presença da Polícia Federal na Secretaria de Administração e Finanças do município, “objetivando cumprir decisão judicial da 16ª Vara Federal do Ceará”. A PF também esteve nos municípios vizinhos de Aracati e Beberibe.

Os agentes da Polícia Federal solicitaram processos licitatórios que tiveram participação da empresa que está sendo investigada por suposta lavagem de dinheiro.

– Destacamos que todos os processos licitatórios, os quais sempre são pautados na legalidade, foram disponibilizados, tendo a diligência sido cumprida prontamente.

A nota ressalta que “os demais mandados cumpridos em residências no Fortim, segundo informações dos agentes, foram relacionados a pessoas ligadas ao empresário investigado”.

Finalizou afirmando “que o Município de Fortim acompanhará de perto a referida investigação, colaborando no que for necessário, e tomará todas as medidas que venham a ser necessárias, dentro de suas atribuições legais.”

 

A investigação 

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Despensa Vazia, com o objetivo de aprofundar investigação sobre suposto esquema criminoso envolvendo fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais destinados ao fornecimento de gêneros alimentícios a secretarias municipais no Ceará.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal, nos municípios cearenses de Fortim, de Aracati e de Beberibe.

As buscas têm como finalidade apreender documentos e mídias para subsidiar investigação em andamento, permitindo a individualização das condutas dos envolvidos e a identificação da destinação dos recursos públicos repassados pela União, bem como eventuais desvios e apropriações indevidas.

As investigações tiveram início em 2025, a partir de indícios de que empresa sem estrutura logística e operacional compatível teria participado de processos licitatórios e recebido recursos públicos, apresentando movimentações financeiras atípicas, as quais são analisadas.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de peculato, de corrupção ativa e passiva, de fraude em licitações e de lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido.

 

 

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