terça-feira, 21 de julho de 2026

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o Supremo; Cid Gomes não votou 

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

Em uma decisão inédita, o plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29/4) a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O painel registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis. Como resultado, o nome de Messias não alcançou os 41 votos mínimos necessários entre os 81 senadores.

A Casa arquivou a indicação logo após a ausência de quatro parlamentares: Wilder Morais (PL-SP), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Cid Gomes (PSB-CE) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

 

Um marco histórico na política nacional

Esta é a primeira vez em 132 anos que o nome de um indicado a ministro do STF é rejeitado

A votação durou pouco mais de sete minutos e provocou reações imediatas no plenário.

Enquanto senadores da oposição comemoraram a derrota do governo, a base governista demonstrava total perplexidade com o desfecho.

O relator da aprovação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA) chegou a dizer que a avaliação era de que Messias tivesse entre 45 e 48 votos pela sua aprovação.

 

O ritmo das votações no legislativo

Mais cedo, a CCJ havia aprovado o nome de Messias para o cargo de ministro da mais alta corte. Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários.

Da mesma forma, o plenário aprovou Margareth Rodrigues Costa para o TST e Tarcijany Linhares Aguiar Machado para a Defensoria Pública da União.

Contudo, o cenário político mudou drasticamente no período da tarde, mesmo após a CCJ ter aprovado o nome de Messias pela manhã com 16 votos favoráveis.

 

Trajetória da indicação e vacância

Vale lembrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a escolha de Messias há cinco meses.

Entretanto, o Palácio do Planalto só enviou a mensagem oficial ao Senado no início de abril. O advogado-geral da União tentava ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Por fim, o governo agora enfrenta o desafio de indicar um novo nome após esta derrota histórica no Legislativo. Fonte: Agência Brasil. 

 

 

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