domingo, 19 de julho de 2026

Aracati e Jaguaruna lideram crescimento da aquicultura no Ceará 

Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

 

A área destinada à aquicultura no Ceará apresenta uma expansão contínua e vigorosa.

Primordialmente, o estado contabilizou 16.233 hectares para a atividade em 2025, conforme estudo realizado pela Funceme.

O crescimento confirma a consolidação do cultivo de organismos aquáticos, como peixes e camarões, em ambientes controlados. O setor reforça seu papel estratégico na economia cearense através de um avanço gradual e monitorado.

 

Evolução histórica e liderança municipal

Os dados mostram uma subida constante desde 2023, quando a área mapeada era de 14.603 hectares. Inclusive, o levantamento identificou a presença da atividade em 72 municípios, concentrados principalmente na região costeira.

A tendência de crescimento exige um monitoramento rigoroso para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento aquícola. Nessa linha, a liderança municipal sofreu alterações importantes no último ano do estudo.

Atualmente, Jaguaruana ocupa o primeiro lugar no ranking estadual, somando 2.631 hectares em 2025. Por outro lado, Aracati aparece na segunda posição, perdendo o posto de líder que ocupava nos anos anteriores.

Esses dois municípios reúnem, sozinhos, quase 33% de toda a área destinada à atividade no Ceará. Além disso, polos como Acaraú, Beberibe e Limoeiro do Norte também apresentaram um fortalecimento contínuo em suas produções.

 

Distribuição hidrográfica e tecnologia de mapeamento

Do ponto de vista hidrográfico, a maior concentração de tanques está na Bacia do Baixo Jaguaribe. Essa região reúne cerca de 46% da área mapeada, totalizando 7.487 hectares.

Ademais, as bacias do Coreaú e Metropolitana também possuem participações significativas no cenário estadual.

Das 12 bacias hidrográficas do Ceará, apenas a da Serra da Ibiapaba não registrou áreas destinadas à aquicultura até o momento.

Para realizar o estudo, a Funceme utilizou imagens de satélite Sentinel-2 e técnicas avançadas de geoprocessamento.

Os pesquisadores realizaram a vetorização das áreas no software QGIS com base em imagens de alta resolução. Portanto, o acompanhamento sistemático permite avaliar como os tanques de aquicultura substituem antigas áreas de agricultura irrigada.

Essas informações subsidiam políticas públicas essenciais para o planejamento e a preservação ambiental do setor no estado.

 

 

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