quinta-feira, 4 de junho de 2026

BNDES e Ministério das Cidades projetam expansão em 122 km de linhas de transporte coletivo de Fortaleza até 2054

Na capital cearense, indicador que mensura o percentual da população que reside no raio de até 1 km de estações de sistemas de transporte público passaria de 16,3% para 45,4% - Foto: Foto: Romário Pinheiro/Metrofor
Na capital cearense, indicador que mensura o percentual da população que reside no raio de até 1 km de estações de sistemas de transporte público passaria de 16,3% para 45,4% - Foto: Foto: Romário Pinheiro/Metrofor

A região metropolitana de Fortaleza (CE) tem potencial para ampliar em 122 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) até 2054. Com isso, ampliará de 213,7 mil para 1,1 milhão o número de pessoas atendidas. A rede, que conta com 37 km, pode chegar a 158 km de extensão.

Os dados são do Boletim Informativo nº 4 do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades.

Somadas, as 21 maiores regiões metropolitanas (RMs) do país têm potencial para expandir em cerca de 2.500 km as redes de TPC-MAC até 2054. Segundo esta edição do ENMU, as Redes Futuras de transporte incluem novos trechos de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLT), bus rapid transit (BRT) e corredores exclusivos de ônibus.

No caso da capital cearense, a principal ampliação prevista seria em BRT ou VLT – aumento em 97 km.

Em Fortaleza, a Rede Futura elevaria de 16,3% para 45,4% o indicador PNT (People Near Transit). O indicador, criado pela organização global Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), mede o percentual da população de uma região metropolitana que reside em um raio de até 1 km de estações de sistemas de TPC-MAC.

“Estamos fortalecendo o planejamento urbano com base em dados concretos, que nos permitem identificar prioridades e orientar ações de médio e longo prazo. Nosso foco, com a mobilidade urbana, é tornar o transporte coletivo mais eficiente, dinâmico e sustentável, assegurando qualidade de vida à população. Reduzir o tempo de deslocamento, com conforto e segurança, transforma a forma como as pessoas vivem, acessam oportunidades e se relacionam com as cidades”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho.

“O investimento em corredores de transporte mais eficientes é uma política pública necessária para ampliar o acesso a oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente das populações mais carentes. Além disso, contribui para o aumento da produtividade e a dinamização da economia nas grandes cidades. Na região metropolitana de Fortaleza, a expansão projetada significa um acréscimo de 331% na rede base atual, com efeitos também para redução do número de acidentes e das emissões de poluentes e gases do efeito estufa, além do melhor uso do espaço público”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Outro indicador que seria impactado é o RTR (Rapid Transit to Resident), que compara a população urbana de cidades com mais de 500 mil habitantes com a extensão das linhas de TPC-MAC. Este indicador avalia o ritmo de crescimento da infraestrutura em relação ao crescimento demográfico nas áreas urbanas.

Em Fortaleza, com a implantação da Rede Futura completa, o RTR passaria de 9 para 39. O índice é próximo de cidades como Londres (44,7) e Nova Iorque (47,7).

Nacional – Segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), as Redes Futuras de transporte representam a expansão em 2.500 km, que inclui novos trechos de metrôs, trens, VLT, BRT e corredores exclusivos de ônibus.

O estudo prevê mais 323 km de linhas de metrô, 96 km de trens urbanos, 1.930 km de sistemas de BRT, VLT ou monotrilho, e 157 km de corredores de ônibus. Atualmente, as 21 regiões metropolitanas pesquisadas, distribuídas nas cinco regiões do país, têm 2.007 km de rede de transporte público. São elas: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Santos, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus.

Nesta etapa foram avaliados 400 planos e projetos identificados no Boletim Informativo nº 3, divulgado em março deste ano. Do total, quase 200 projetos com foco em sistemas de TPC-MAC têm demanda suficiente e serão capazes de ampliar o acesso da população nos próximos 30 anos.

Boletim Informativo nº 5 – Entre junho e agosto, o foco do ENMU será a elaboração do Banco de Projetos, com o detalhamento dos quase 200 projetos de TPC-MAC que compõem as Redes Futuras. Essa etapa incluirá as estimativas de investimentos, custos, receitas, benefícios e as avaliações econômicas e financeiras preliminares. Esse conjunto de informações contribuirá para o planejamento de médio e longo prazo dos entes públicos, permitindo uma análise estratégica para priorização dos investimentos em cada localidade. Fonte: BNDES. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *