quinta-feira, 2 de julho de 2026

BNDES lança edital para fortalecer organizações sociais do Ceará

Iniciativas do Ceará poderão receber até R$ 300 mil em apoio financeiro, além de capacitação e mentoria - Foto: Divulgação
Iniciativas do Ceará poderão receber até R$ 300 mil em apoio financeiro, além de capacitação e mentoria - Foto: Divulgação

 

As organizações sociais e coletivos do Ceará que atuam em favelas e comunidades periféricas já podem realizar suas inscrições em uma nova chamada pública.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou oficialmente o edital BNDES Periferias Fortes – Nordeste nesta terça-feira, 30.

A iniciativa conta com a parceria estratégica do Instituto Ekloos para coordenar as atividades práticas. Dessa forma, o programa injetará um investimento expressivo de mais de R$ 17 milhões para selecionar e estruturar 85 iniciativas comunitárias na região.

O projeto funcionará como um motor de transformação social ao descentralizar o apoio financeiro para estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

As lideranças selecionadas participarão de uma rica jornada de desenvolvimento institucional focada na profissionalização da gestão.

Os técnicos do Instituto Ekloos ministrarão capacitações gerenciais, mentorias especializadas e darão suporte técnico para a formalização jurídica. Consequentemente, os grupos de pequeno porte receberão o repasse de recursos financeiros diretos de até R$ 100 mil para a execução de seus planos.

Os projetos de médio porte pré-aprovados pela comissão técnica abocanharão aportes mais robustos de até R$ 300 mil.

O BNDES impulsiona a autonomia financeira do terceiro setor e qualifica os serviços básicos oferecidos dentro dos aglomerados urbanos.

 

Plataforma de inclusão e declaração da presidência

A nova chamada pública integra a estratégia macro do programa BNDES Periferias, a principal plataforma do banco para o desenvolvimento de favelas.

A governança do banco desenhou a ferramenta para fortalecer de forma integrada o ecossistema econômico de comunidades urbanas vulneráveis.

Os diretores da instituição apresentaram o edital oficialmente durante um evento corporativo na sede regional da estatal, localizada no Recife (PE). Nesse contexto, a cerimônia contou com a participação da chefe de Inclusão Produtiva, Celina Rangel Tura, e da fundadora do Instituto Ekloos, Andréa Gomides.

O ato público formaliza a cooperação institucional e abre os sistemas eletrônicos para o recebimento das propostas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu publicamente que o desenvolvimento sustentável do Brasil passa obrigatoriamente pela valorização das periferias.

O gestor público ressaltou que esses territórios possuem uma potência econômica vibrante, forte capacidade empreendedora e lideranças comunitárias muito preparadas.

Embora a escassez de crédito histórico limite o crescimento local, as populações constroem soluções inteligentes para os desafios diários. Logo, o papel da instituição financeira estatal resume-se em ajudar essas iniciativas populares a ganharem escala comercial.

O investimento governamental foca na geração de renda estável, oportunidades reais de emprego e inclusão produtiva.

 

Critérios de participação e impacto social esperado

As regras do edital determinam que podem participar organizações sem fins lucrativos formalizadas, bem como coletivos informais do Nordeste. Por exemplo, as regras exigem que os proponentes possuam um histórico comprovado de atuação social contínua em seus respectivos territórios periféricos.

Embora os grupos não tenham CNPJ ativo, a comprovação das ações comunitárias anteriores garante a habilitação jurídica no certame. Logo, as propostas submetidas devem focar no desenvolvimento de ações voltadas à promoção de benefícios para populações de baixa renda.

Os avaliadores priorizarão projetos nas áreas de educação, saúde, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e geração de renda.

O comitê de seleção valorizará de forma prioritária as organizações lideradas por mulheres, jovens, pessoas negras e moradores nativos.

A coordenação do programa estima apoiar diretamente a marca expressiva de 9.160 empreendedores periféricos em toda a região Nordeste. Igualmente, as metas sociais fixam o atendimento para mais de 6 mil mulheres, 4.777 pessoas pretas e pardas e 2.822 jovens.

O banco destinará o montante expressivo de R$ 11,4 milhões em capital semente para acelerar 4.142 micronegócios. Dessa forma, a engenharia financeira do edital apoiará 167 organizações com ações profundas de desenvolvimento institucional de longo prazo.

 

 

 

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