O Ceará retomou o crescimento do mercado de trabalho em fevereiro de 2026, registrando um saldo positivo de 4.316 novos empregos com carteira assinada.
O resultado decorre da relação entre 54.784 contratações e 50.468 demissões, conforme dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (31/3). Nesse sentido, o estado consolida sua posição entre os três maiores geradores de postos formais no Nordeste, acompanhando a Bahia (6.890) e Sergipe (2.394).
O estoque total de trabalhadores cearenses com carteira assinada atingiu a marca histórica de 1.462.201 pessoas.
Desempenho setorial e políticas públicas
O setor de serviços protagonizou a expansão econômica ao gerar sozinho 3.461 vagas, o que representa cerca de 75% do saldo total do período. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os números também foram impulsionados pela construção civil (1.425) e pela indústria (394).
Portanto, programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida e o Entrada Moradia funcionam como pilares estratégicos para a sustentação do emprego no setor construtivo.
O governador Elmano de Freitas ressaltou que, desde julho de 2025, o número de empregos formais supera o de beneficiários do Bolsa Família no estado.
A distribuição geográfica dos novos postos revela a força das principais regiões metropolitanas e polos do interior. Nessa linha, Fortaleza lidera a geração com 2.260 vagas, seguida por Juazeiro do Norte (408), Caucaia (390), Eusébio (268) e Sobral (227).
A descentralização das oportunidades fortalece a economia regional e atrai novos investimentos privados para o território cearense. Assim sendo, o governo estadual foca na atração de empresas para manter o ritmo de crescimento observado no primeiro bimestre de 2026.
Perspectivas econômicas para 2026
O secretário do Trabalho, Vladyson Viana, projeta que 2026 será um ano de consolidação para os resultados obtidos nos exercícios anteriores.
A manutenção do saldo positivo em fevereiro sinaliza uma resiliência do mercado interno frente aos desafios macroeconômicos nacionais. Vale ressaltar que o fortalecimento das empresas já instaladas é tão prioritário quanto à prospecção de novos negócios industriais.
O aumento da massa salarial formalizada eleva o poder de consumo e retroalimenta o setor de serviços. Logo, os indicadores atuais sugerem que o Ceará continuará exercendo um papel de liderança na retomada do emprego formal no Brasil.







