O historiador e diretor-presidente do Instituto Centec, Acrísio Sena, afirma que o pré-carnaval de Fortaleza consolidou-se como uma política pública essencial. Para ele, o evento integra cultura, turismo e desenvolvimento urbano de forma estratégica.
Atualmente, a festa deixou de ser um evento pontual e passou a fazer parte de um projeto contínuo da cidade.
Nesse sentido, Acrísio ressalta que a política carnavalesca, iniciada nos anos 2000 na gestão de Luizianne Lins, ganhou novo fôlego no governo de Evandro Leitão. De fato, essa retomada reafirma o compromisso do município com a cultura popular e o fortalecimento da identidade local.
Consequentemente, o ciclo carnavalesco movimenta hoje mais de R$ 1 bilhão na economia cearense, ativando uma vasta cadeia produtiva que vai do comércio de rua aos serviços de alta hotelaria.
Cultura como investimento e geração de renda
Para o diretor do Centec, tratar a cultura como política pública transforma gastos em investimentos diretos no cidadão. “O pré-carnaval gera trabalho, renda e fortalece a economia local”, destaca Acrísio. Segundo ele, a experiência de Fortaleza prova que uma festa bem governada organiza o espaço urbano e amplia o sentimento de pertencimento da população.
Dessa maneira, o planejamento estratégico permite que a riqueza gerada pela festa circule em diversos bairros, descentralizando a economia da capital. Atualmente, a gestão foca em converter o fluxo de visitantes em benefícios permanentes para os trabalhadores da cultura e do comércio. Assim, o pré-carnaval de Fortaleza encerra o ciclo de 2026 não apenas como um sucesso de público, mas como um modelo de governança eficiente e inclusiva.







