sábado, 18 de julho de 2026

Entidades pedem proteção a jornalistas que cobrem internação de Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Entidades representativas da imprensa brasileira repudiaram, neste domingo (15/3), as agressões sofridas por profissionais em Brasília. Primordialmente, jornalistas que cobrem a internação de Jair Bolsonaro tornaram-se alvos de ameaças e ofensas físicas.

Nesse sentido, a Fenaj, a Abraji e o Sindicato dos Jornalistas do DF (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção imediata às equipes.

Dessa forma, as instituições buscam garantir o livre exercício do jornalismo diante do hospital DF Star.

 

Orquestração de campanhas de difamação

Com efeito, a crise iniciou-se após uma influenciadora digital publicar um vídeo acusando a imprensa de desejar a morte do ex-presidente.

Segundo a Abraji, o registro foi deturpado e compartilhado por parlamentares e pela própria ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A exposição massiva nas redes sociais desencadeou uma onda de ódio contra repórteres que apenas exerciam seu trabalho. Inclusive, a associação classificou a divulgação do conteúdo como um gesto irresponsável e um ataque direto à democracia.

Ademais, os ataques ultrapassaram o ambiente digital e atingiram a integridade física dos profissionais. Nessa linha, ao menos duas repórteres sofreram agressões presenciais ao serem reconhecidas nas ruas.

Criminosos utilizaram inteligência artificial para simular atos de violência e expor fotos de parentes das vítimas.

A Abraji alerta que o uso da influência pública para incitar tais agressões é inadmissível em um Estado de Direito.

 

Cobrança de medidas e segurança

Por outro lado, a Fenaj e o SJPDF exigiram que as autoridades policiais identifiquem e punam os autores das ameaças virtuais.

As entidades pedirão reforço da Polícia Militar no local para impedir o cerceamento do trabalho jornalístico por militantes. Além disso, as notas ressaltam que as empresas de comunicação devem oferecer apoio jurídico e segurança aos seus colaboradores.

O Estado possui o dever constitucional de assegurar a liberdade de imprensa em locais de interesse público.

Por fim, a situação médica de Jair Bolsonaro permanece estável, apesar da ampliação da dosagem de antibióticos.

Vale ressaltar que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado no complexo da Papuda. Logo, a cobertura dos fatos é essencial para manter a sociedade informada sobre os desdobramentos do caso.

A imprensa reafirma que não aceitará a coação física ou psicológica como método político de intimidação. Fonte: Agência Brasil. 

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