Entidades representativas da imprensa brasileira repudiaram, neste domingo (15/3), as agressões sofridas por profissionais em Brasília. Primordialmente, jornalistas que cobrem a internação de Jair Bolsonaro tornaram-se alvos de ameaças e ofensas físicas.
Nesse sentido, a Fenaj, a Abraji e o Sindicato dos Jornalistas do DF (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção imediata às equipes.
Dessa forma, as instituições buscam garantir o livre exercício do jornalismo diante do hospital DF Star.
Orquestração de campanhas de difamação
Com efeito, a crise iniciou-se após uma influenciadora digital publicar um vídeo acusando a imprensa de desejar a morte do ex-presidente.
Segundo a Abraji, o registro foi deturpado e compartilhado por parlamentares e pela própria ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
A exposição massiva nas redes sociais desencadeou uma onda de ódio contra repórteres que apenas exerciam seu trabalho. Inclusive, a associação classificou a divulgação do conteúdo como um gesto irresponsável e um ataque direto à democracia.
Ademais, os ataques ultrapassaram o ambiente digital e atingiram a integridade física dos profissionais. Nessa linha, ao menos duas repórteres sofreram agressões presenciais ao serem reconhecidas nas ruas.
Criminosos utilizaram inteligência artificial para simular atos de violência e expor fotos de parentes das vítimas.
A Abraji alerta que o uso da influência pública para incitar tais agressões é inadmissível em um Estado de Direito.
Cobrança de medidas e segurança
Por outro lado, a Fenaj e o SJPDF exigiram que as autoridades policiais identifiquem e punam os autores das ameaças virtuais.
As entidades pedirão reforço da Polícia Militar no local para impedir o cerceamento do trabalho jornalístico por militantes. Além disso, as notas ressaltam que as empresas de comunicação devem oferecer apoio jurídico e segurança aos seus colaboradores.
O Estado possui o dever constitucional de assegurar a liberdade de imprensa em locais de interesse público.
Por fim, a situação médica de Jair Bolsonaro permanece estável, apesar da ampliação da dosagem de antibióticos.
Vale ressaltar que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado no complexo da Papuda. Logo, a cobertura dos fatos é essencial para manter a sociedade informada sobre os desdobramentos do caso.
A imprensa reafirma que não aceitará a coação física ou psicológica como método político de intimidação. Fonte: Agência Brasil.







