quarta-feira, 22 de julho de 2026

Ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai

Condenado pelo STF por participação na tentativa de golpe, ele rompeu tornozeleira e usava passaporte de outra pessoa - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Condenado pelo STF por participação na tentativa de golpe, ele rompeu tornozeleira e usava passaporte de outra pessoa - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira, 26 de dezembro. Com efeito, a captura ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, enquanto ele tentava embarcar em um voo para o Panamá.

Fuga e Uso de Documentação Falsa

Segundo as investigações, Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e cruzou a fronteira sem autorização judicial. Além disso, detalhes do caso chamam a atenção:

  • Identidade Falsa: Ele utilizava um passaporte paraguaio original, porém emitido em nome de outra pessoa.

  • Alerta Internacional: A Polícia Federal brasileira acionou a adidância no país vizinho logo após detectar a violação do equipamento de monitoramento.

  • Captura: Autoridades paraguaias abordaram o ex-diretor no aeroporto e efetuaram a detenção imediata.

Condenação e Histórico Processual

Vale lembrar que Silvinei Vasques foi condenado recentemente pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão. De acordo com a Corte, ele desempenhou um papel central na trama golpista de 2022:

  1. Núcleo de Monitoramento: Integrava o grupo responsável por vigiar autoridades.

  2. Operações da PRF: Comandou ações que visavam dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno, especialmente na região Nordeste.

Embora estivesse em liberdade mediante medidas cautelares, o ex-diretor decidiu fugir logo após a conclusão do julgamento no STF, ocorrida agora em dezembro de 2025. inclusive, ele chegou a pedir exoneração de um cargo que ocupava em uma prefeitura catarinense no mesmo dia do encerramento da ação penal.

Por conseguinte, Silvinei passará por audiência de custódia ainda hoje no Paraguai. Na sequência, as autoridades locais devem entregá-lo à Polícia Federal brasileira para o cumprimento da pena em regime fechado. Afinal, a quebra das cautelares e a tentativa de fuga com documento falso agravam significativamente sua situação perante a Justiça. Fonte: Congresso em Foco. 

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